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Arquivo de dezembro de 2015

Zika vírus: perguntas e respostas

O mosquito Aedes aegypti pode ser portador e transmissor de diferentes vírus, como os da dengue, febre chikungunya, febre zika e febre amarela

 O maior surto de doença causada pela picada do mosquito Aedes aegypti é o da dengue, seguido por chikungunya e zika vírus, sendo este último o grande protagonista da atualidade, pois tem sido associado ao desenvolvimento de microcefalia.

 1 – O que é o Zika vírus?

O vírus Zika (ZIKV) é um microorganismo de origem africana, isolado pela primeira vez em primatas não humanos em Uganda, na floresta Zika em 1947, por esse motivo esta denominação. É um vírus da família Flaviviridae, o mesmo da dengue e da febre amarela. Ele é responsável por uma doença chamada febre zika, que apresenta sinais e sintomas similares aos da dengue.

2 – Como se contrai a doença?

A principal forma de contágio dá-se pelo mosquito que, após picar alguém contaminado, pode transportar o vírus durante toda a sua vida, contaminado assim pessoas saudáveis. No entanto, já foi descrita a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.

3 – Quais são os sintomas e o prognóstico da doença?

Os sinais clínicos da infecção pelo zika vírus são semelhantes aos da dengue e podem ser diagnosticados erroneamente em regiões onde a dengue é prevalente. Os principais sintomas incluem febre, dor muscular, manchas vermelhas, dores nas juntas, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, conjuntivite e vômitos. Estes sintomas geralmente são amenos e costumam durar até uma semana.

De acordo com dados do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), apenas uma em cada cinco pessoas infectadas pelo ZIKV apresentará sinais clínicos da doença. A infecção por zika vírus raramente tende a complicações severas, porém em alguns casos pode haver evolução para quadros mais graves.

4 – Quais são as maiores complicações que o paciente pode desenvolver?

Até pouco tempo atrás, a febre zika vinha sendo considerada uma doença benigna e nenhuma morte havia sido relatada. Entretanto, já foram registradas mortes e complicações mais graves por zika vírus; além de um bebê cearense, outros dois óbitos relacionados ao vírus foram confirmados pelo governo brasileiro. A infecção por ZIKV no primeiro trimestre de gravidez tem sido associada ao desenvolvimento de microcefalia no feto. Também está em investigação uma possível associação entre este vírus e o desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que causa paralisia muscular. No entanto, estudos estão sendo conduzidos para testar estas hipóteses.

Além disso, no final de 2013, houve um surto de zika na Polinésia Francesa, onde mais de 10 mil casos foram diagnosticados. Deste total, cerca de 70 evoluíram para um estado grave. Esses pacientes desenvolveram complicações neurológicas, como meningoencefalite, doenças autoimunes e leucopenia (redução do nível de leucócitos no sangue).

5 – O que fazer quando estiver com sintomas?

Diante dos primeiros sintomas, é imprescindível buscar por ajuda médica e não realizar automedicação, pois o uso incorreto de certos fármacos pode piorar a condição e até mesmo colocar a vida em risco. Recomenda-se repousar e beber bastante líquido para prevenir a desidratação. É importante também realizar aprevenção, combatendo os focos do mosquito.

6 – Quais são os exames disponíveis para a detecção do Zika vírus?

O diagnóstico de zika vírus é baseado primariamente na detecção do RNA viral em amostras biológicas.  A detecção de ácido nucleico do zika vírus por RT-PCR pode ser realizada em amostras de sangue, plasma, urina, líquor ou líquido amniótico.

Anticorpos IgG e IgM específicos para ZIKV podem ser detectados por meio das técnicas de ELISA e imunofluorescência em amostras de soro, geralmente a partir do quinto ou sexto dia após o aparecimento dos sintomas. A interpretação dos resultados sorológicos deve ser realizada com muito cuidado, pois foi reportada uma reatividade cruzada com IgM contra o vírus da dengue em pacientes com infecção por zika vírus ou outras infecções por flavivírus.

7 – Qual é o tratamento? Existe vacina?

Atualmente, não há vacina ou qualquer outro medicamento específico contra ZIKV.Os sintomas podem ser tratados com o uso de analgésicos e antitérmicos, como paracetamol ou dipirona, para controle da dor e da febre.Deve-se evitar o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas.

8 – Quais são os países afetados?

Os países que apresentam casos de zika vírus estão localizados basicamente na África, América Latina, Ásia e Oceania (ilhas do Pacífico).

No Brasil, de acordo com dados divulgados pelo LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti) em novembro de 2015, foram reportados casos de zika em 18 estados até agora: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

9 – Houve surtos em outros países no passado?

A primeira epidemia documentada de zika vírus no Pacífico Sul ocorreu na Ilha de Yap, nos Estados Federados da Micronésia, em 2007. Este surto afetou 180 pessoas (casos confirmados, prováveis e suspeitos).

Em outubro de 2013, a Polinésia Francesa reportou sua primeira epidemia, que afetou aproximadamente 11% da sua população. Esta epidemia em particular espalhou-se a outras ilhas do Pacífico, como Nova Caledônia, Ilhas Cook e Ilha de Páscoa. No entanto, como muitos casos de infecção pelo zika vírus apresentam sintomas semelhantes a outras infecções virais, é possível que muitos casos não tenham sido identificados.

10 -Existe alguma forma de prevenir-se da doença?

Como a principal forma de transmissão desta doença ocorre através da picada de mosquitos do gênero Aedes, o meio mais eficaz de prevenir novos casos é evitar sua proliferação. Evite o acúmulo de água parada, não deixe que a água da chuva se acumule, coloque areia em vasos de plantas. Faça a limpeza com frequência em piscinas e calhas. Sugere-se também a instalação de redes de proteção nas portas e janelas da residência e o uso continuo de repelentes.

11 – Como denunciar um provável foco?

Quando o foco do mosquito é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, o mais indicado é acionar os órgãos competentes, como por exemplo a Secretaria Municipal de Saúde.

O Ministério da Saúde recomenda que o profissional ou o serviço de saúde notifique os casos confirmados de zika vírus em até 24 horas.

Fonte (s): Fabiana Amoroso, Taccyanna Ali, Silvia Boschi (Equipe de suporte a laboratórios LabcoNoûs-Brasil).

Cisticercose: uma ameaça devida à precariedade nas condições de higiene e saneamento básico eficaz

Taenia solium é o parasita responsável pelo desenvolvimento da cisticercose, uma doença causada pela ingestão acidental dos ovos da Tênia adulta liberados em água, alimentos e solo contaminado

A cisticercose é uma parasitose, muito comum em países em desenvolvimento devido à precariedade das condições de saneamento básico. A doença é causada pela ingestão de alimentos e água contaminados com ovos da tênia adulta.  

Após três dias da ingestão dos ovos da tênia, eles se transformam em larvas, alcançando a corrente sanguínea e podem se alojar no músculo, globo ocular, cérebro, coração, dando origem a cistos que desenvolvem um processo de inflamação e inchaço devida a infecção.

Importante ressaltar que também pode ocorrer “autoinfecção”, ou seja, um indivíduo já infectado com a tênia adulta pode se infectar com os ovos ao não lavar bem as mãos após evacuar e desta forma também transmitir a doença aos familiares.

Fatores de risco

Ingestão de alimentos e água contaminados por ovos da tênia.

A presença da doença também está relacionada a situações onde há criação de porcos em condições precárias (ruas e lixões).  

Sintomas

As características dos sintomas dependem do local da infecção, assim como a gravidade da doença.

Muitas vezes, o parasita se hospeda nos músculos e não apresenta sintomas e danos graves à saúde, porém às vezes poderá causar algum tipo de protuberância embaixo da pele.

Nos olhos a acuidade visual pode ser prejudicada, sendo que, em alguns casos pode levar à cegueira ou perda parcial da visão.

Já os sintomas no coração e coluna vertebral, são mais raros.

Quando a cisticercose está localizada no cérebro, pode apresentar sintomas como convulsões, dor de cabeça, confusão mental e, em casos graves, levar o paciente ao óbito.

Complicações mais graves

Insuficiência e alterações no ritmo cardíaco, cegueira, hidrocefalia (acúmulo de água no cérebro) e convulsões.

Diagnóstico

A solicitação de uma amostra de sangue para detectar anticorpos contra o parasita é muito usual, assim como de uma amostra líquido cefalorraquidiano. Biópsia e punções de áreas afetadas também são usadas para pesquisa do parasita. Quando a infecção afeta os olhos, em consulta médica (oftalmologista) pode ser realizado exame de fundo de olho.

Exames de imagens como tomografia computadorizada, ressonância magnética e radiografia são utilizados para detectar lesões.

Devido ao fator da “autoinfecção” é importante que ao ser diagnosticada a cisticercose, sejam também realizados exames para Teníase, que é a presença da Taenia solium adulta no intestino, responsável pela liberação dos ovos nas fezes. Assim, é importante também a realização de exames em membros da família.

 cisticerco

Tratamento

Dependendo da localização dos cisticercos, assim como do estado de saúde do paciente, poderá haver variação na escolha do tratamento.

Em geral se pode usar medicamentos para eliminar o parasita (albendazol ou paraziquantel). O uso de esteroides também é recomendável quando a infecção afeta os olhos ou o cérebro, assim como, o uso de outros anti-inflamatórios.

O uso de anticonvulsivos poderá ser administrado na presença de cisticercos no cérebro.

E em alguns casos, são necessários procedimento cirúrgicos para remover áreas infectadas.

Prognóstico

Na maioria dos casos quando é realizado o diagnóstico, o prognóstico é favorável.

As complicações são raras, se não forem tratadas e se limitam a situações de cegueira, dano cerebral e insuficiência cardíaca.

Prevenção

O saneamento básico e a higiene pessoal são um dos principais fatores a serem controlados.

Lavar bem os alimentos, cuidados ao se alimentar em ambientes externos, não ingerir alimentos crus ou mal cozidos, lavar bem frutas e verduras.  Lavar bem as mãos após ir ao banheiro, assim como a educação das crianças para desenvolvimento de bons hábitos de higiene são de extrema importância.

O aumento da incidência de casos de cisticercoses na população é graças aos avanços dos métodos de diagnóstico e o maior acesso aos mesmos. O ponto crucial da contaminação está nas fezes humanas pois, muitas vezes o indivíduo portador de Teníase evacua em lugares inadequados e sem higienização controlada.

Nas grandes cidades não estamos livres do problema, os grandes centros estão rodeados de periferias onde o saneamento básico é precário, com esgoto a céu aberto, fossas sendo despejadas diretamente em rios, córregos, ausência de coleta de lixo entre outros.

As fezes ressecadas pelo sol com a presença de ovos, podem se propagar facilmente a grandes distâncias. Desta forma, os ovos se tornam mais leves sendo transportados de um lugar a outro, assim contaminado rios, hortas, plantações, campos, depósitos e alimentos.

Aves, moscas, formigas e outros tipos de insetos também podem transportar esses ovos, contaminando os alimentos.

Ao viajar para países em desenvolvimento, é indicado ter alguns cuidados, como beber somente água engarrafada e não comer alimentos quando houver desconfiança que não foram preparados em condições adequadas de higiene.

Sendo um problema de saúde pública e com base na falta de higiene humana, a conscientização, educação e reinvindicação por melhorias continuas no saneamento básico, são a única forma de combater não somente a cisticercose, como também uma grande diversidade de doenças e infortúnios que acometem o homem.

 

Fonte (s): CDC, NIH, OMS 

 http://www.gazetasp.com.br/marcel-machado/6501-cisticercose-uma-ameaca-devida-a-precariedade-nas-condicoes-de-higiene-e-saneamento-basico-eficaz

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