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Arquivo de janeiro de 2016

A Febre Chikungunya

A doença conhecida como febre Chikungunya é transmitida aos humanos pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pelos surtos de dengue no Brasil e no mundo.

O Aedes aegypti, além de ser o vetor responsável pelo desenvolvimento dessas duas doenças, também pode transmitir outras enfermidades, como o Zika vírus e a febre amarela. Entretanto, o tipo da doença transmitida dependerá do vírus que está infectando o mosquito no momento da picada. Somente o mosquito fêmea pica e contamina o homem, devido à sua necessidade do sangue humano para desenvolvimento e maturação dos ovos.

Após o contato com o vírus Chikungunya, o organismo desenvolve anticorpos que o mantem imune contra uma nova infecção.

O mosquito Aedes aegypti voa baixo, e é comum picadas nos joelhos, pernas, panturrilhas e pés. Áreas tropicais e subtropicais com temperatura em torno de 30° C são ideais para o desenvolvimento e propagação da doença.

Transmissão

O vírus Chikungunya é transmitido pela picada do Aedes aegypti. Estes mosquitos são infectados pelo vírus ao se alimentarem do sangue de pessoas já infectadas. Assim, é importante que pessoas contaminadas evitem serem picadas por novos mosquitos na primeira semana dos sintomas, diminuindo a possibilidade de um novo mosquito contaminar outros indivíduos.

Atualmente, existem raros relatos da transmissão vertical (da mãe para o bebê durante o parto) e até o momento não há registros da transmissão do Chikungunya por aleitamento materno, segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

Vale ressaltar que a identificação e a eliminação de criadouros de ovos de Aedes aegypti durante todo ano é muito importante, porque é desta origem que provém o maior número de mosquitos contaminados pelo vírus da febre Chikungunya.

O mosquito fêmea do Aedes aegypti coloca em média de 50 – 200 ovos em lugares quentes e úmidos e geralmente em recipientes com água.

Os ovos resistem no meio ambiente por mais de um ano, podendo ser transportados de um local a outro em recipientes, assim podendo ser depositado em um verão e eclodindo somente no próximo, quando estiver novamente em um ambiente quente e úmido devido à temperatura e às chuvas relacionadas à estação, dando origem a um novo mosquito. Um mosquito adulto vive em média 45 dias.

O vírus Chikungunya é transmitido pela picada do Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

O vírus Chikungunya é transmitido pela picada do Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

Sintomas e Tratamento

Os sintomas da doença aparecem entre 2 a 7 dias depois da picada e muitas vezes passam despercebidos ou são diagnosticados erroneamente. Em geral, há um aparecimento repentino de febre, acompanhada por dores articulares e musculares, mas que desaparecem em poucos dias.  Estes sinais mais comuns podem vir acompanhados de dor de cabeça, cansaço, náuseas e erupções cutâneas.

Vale destacar que, alguns sinais clínicos são iguais aos da dengue, o que pode levar a uma falsa suspeita médica, quando não realizados o estudo da história do paciente com atenção e a solicitação dos exames adequados. Até o momento, não existe vacina ou medicamentos para prevenir a febre Chikungunya. A doença é tratada com base no alívio dos sintomas, com o uso de antipiréticos e analgésicos.

 A taxa de mortalidade é muito baixa, sendo o risco maior em pacientes com idade avançada (superior a 65 anos) e com problemas articulares já existentes ou presença de outra doença grave.

Diagnóstico laboratorial

O diagnóstico precoce deve ser baseado em métodos sorológicos (ELISA) e de biologia molecular (RT-PCR). A confirmação do diagnóstico pode ser estabelecida por meio de exames que detectam a presença de anticorpos IgG e IgM contra o vírus em amostra de sangue do indivíduo com suspeita da doença.

Prevenção e controle

Viver próximo a lugares onde há proliferação de mosquitos devido ao acumulo de água parada é um grande risco de contaminação pelo vírus Chikunguya, e também de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.  Dessa forma, a grande medida de prevenção e controle é eliminar os lugares que servem de criadouro para os mosquitos e utilizar inseticidas para tratar a água e eliminar as larvas, impedindo desta forma, a continuidade do ciclo reprodutivo do Aedes aegypti.

Em lugares onde há foco da doença, é indicado o uso de telas nas janelas e portas e inseticidas para eliminar a presença de mosquitos dentro das casas. Nos casos onde não é possível impedir a entrada de mosquitos, adote o uso de mosqueteiros ao deitar-se.

Para as crianças é recomendado o uso de repelentes e roupas que não deixem muito exposta a pele.

Pessoas que estão de viagem marcada para regiões de risco devem adotar no mínimo as precauções básicas, como uso de calças e blusas de manga comprida, uso de repelentes e instalação de mosquiteiros nas janelas.

Combater a febre Chikungunya é combater a Dengue, o modo como a doença se propaga e as medidas de controles e prevenção são as mesmas”

FONTE: http://www.gazetasp.com.br/marcel-machado/5039-a-febre-chikungunya

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Conheça e saiba como evitar a candidíase

A cândida é um fungo encontrado na flora comum em algumas regiões do corpo. Alterações no sistema imune e falta de higiene adequada podem levar à proliferação desses fungos e ao desenvolvimento da doença chamada candidíase

Existem diferentes espécies de fungos que podem causar a candidíase, sendo que a mais frequente é a Cândida albicans. Existem de outras espécies são a Cândida dublinensis, Cândida tropicalis e Cândida parapsilosis.

Presente na flora comum (quantidades limitadas) da boca, intestino e vagina mesmo em indivíduos saudáveis, quando se desenvolve a candidíase pode afetar vários outros órgãos e lugares como pele, aparelho digestivo, genitais, bexiga e unhas.

A candidíase é uma das doenças de maior incidência adquirida em ambientes hospitalares, mas quando diagnosticada e tratada de forma correta tem um ótimo prognóstico. Porém, quando não são tomadas medidas preventivas, que inibem o crescimento deste fungo, ocorre o surgimento de uma nova infecção.

A maioria das mulheres tem cândida vaginal em algum momento da vida ocasionada principalmente pela cândida albicans. Em média 20% dos casos de corrimentos vaginais de natureza infecciosa são causados pela candidíase.

Tipos de Candidíase

Dependendo da localização, a candidíase pode se manifestar de diferentes formas. As formas de manifestação são basicamente de três tipos: mucocutânea, cutânea e sistêmica.

A candidíase mucocutânea acomete a cavidade oral e o canal vaginal, sendo esta última a mais comum. A candidíase vulvovaginal é caracterizada por coceira intensa na vagina e na região próxima a ela, corrimento esbranquiçado e sem cheiro, dor para urinar, dor na relação sexual e ardência. Atividade sexual (traumas de mucosa), absorventes internos e externos, uso contínuo de roupas apertadas, peças íntimas de tecidos sintéticos, gravidez, anticoncepcionais orais e o dispositivo intrauterino (DIU), dentre outros, são alguns dos fatores predisponentes para este tipo de candidíase.

A candidíase cutânea pode acometer áreas úmidas do corpo como: espaços interdigitais, regiões das mamas, axilas, pregas das virilhas, debaixo de unhas e frequentemente ocorre quando há condições de umidade e temperatura, como as dobras da pele, embaixo das fraldas de recém-nascidos e em climas tropicais ou durante meses de verão.

Já a forma disseminada da candidíase é rara e ocorre em pacientes terminais com doenças debilitantes, neoplásicas, doenças imunossupressoras e após transplantes de órgãos. Nesses casos, pode acometer diferentes órgãos e tecidos como: pulmões, meninges, rins, bexiga, articulações, fígado, coração e olhos.

20% dos casos de corrimentos vaginais de natureza infecciosa são causados pela candidíase (Foto: Divulgação)

20% dos casos de corrimentos vaginais de natureza infecciosa são causados pela candidíase (Foto: Divulgação)

Quais são os principais fatores de risco para desenvolver a candidíase?

  • Infecções por HPV

  • Diabetes

  • Indivíduos com baixa imunidade portadores de doenças como HIV

  • Tratamento prolongado com uso de antibióticos e corticoides

  • Gestação

  • Sexo sem proteção

  • Uso de contraceptivos orais

  • Obesidade

  • Hospitalização prolongada

Transmissão

Como já relatado, a cândida faz parte da flora comum em algumas regiões do corpo humano e desenvolve-se quando a imunidade está baixa. Porém, em alguns casos pode ocorrer a transmissão entre indivíduos.

Sintomas

Entre os sintomas mais comuns da candidíase genital feminina encontram-se: prurido na área vaginal (coceira), dor ao ter relações sexuais, vermelhidão na região da vagina e um corrimento espesso e esbranquiçado.

Nos homens a candidíase mucocutânea genital pode causar desconforto, irritação e vermelhidão na boca e na língua, assim como erupções no órgão genital masculino, coceira e desconforto ao urinar e durante a relação sexual.

Como é realizado o diagnóstico para a candidíase?

O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico, testes laboratoriais e sintomatologia.  

Tratamento

Todo tratamento com uso de medicamentos deve ser indicado e monitorado por especialista, pois para cada doença há uma indicação adequada.

No geral, o tratamento adotado depende do local em que a candidíase está se desenvolvendo assim como o nível de recorrência da mesma. São indicados medicamentos antifúngicos de uso tópico (pomadas). No caso de infecções persistentes e recorrentes o médico pode indicar um medicamento de uso oral.

Prevenção  

Os fungos se desenvolvem com maior facilidade em ambientes quentes e úmidos, desta forma o uso de roupas justas e absorventes internos devem ser evitados. Outra forma de evitar o desenvolvimento da candidíase é tendo um cuidado especial com a pele, mantendo sempre limpa e seca. Controlar o nível de açúcar no sangue, manter um peso e vida saudável também ajudam a prevenir a doença, assim como a higiene intima e uso de preservativos.

FONTE: http://www.gazetasp.com.br/marcel-machado/8032-conheca-e-saiba-como-evitar-a-candidiase

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Como prevenir o câncer de pele neste verão

O câncer de pele é o tumor de maior incidência na população global, sendo ocasionado pelo crescimento desordenado de células na pele e tendo como um dos maiores fatores de risco a exposição solar sem proteção

O câncer de pele representa mais da metade dos diagnósticos de câncer. Em 2016, são estimados 181.430 novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Há dois tipos de câncer de pele, os não-melanoma, geralmente das células basais (carcinoma basocelular – CBC) ou das escamosas (carcinoma espinocelular – CEC) e os melanomas, que têm origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina.

Aproximadamente 80% dos cânceres de pele não -melanoma são do tipo carcinoma basocelular e 20% são carcinoma espinocelular. Já o melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas sua taxa está aumentando no mundo inteiro.

Descoberto em seus estágios iniciais, o melanoma é quase sempre curável. Porém, se diagnosticado tardiamente, tende a se espalhar para outras partes do corpo em um processo chamado metástase. Apesar de ser mais raro que os carcinomas basocelular e espinocelular, é uma doença bem mais grave.

Na maioria das vezes, melanomas aparecem em pessoas de pele clara, no tronco dos homens, ou, em membros inferiores nas mulheres, mas podem surgir em outras partes do corpo. Apesar de mais comuns em pessoas de pele clara, pessoas de etnia negra e descendentes não estão livres da doença.

Sinais e sintomas

Os sintomas se tornam graves e visíveis quando a doença já está em estágio avançado, sendo que na fase inicial é de difícil percepção. Vale destacar que, é importante estar atento aos sinais comuns como machas na pele, pintas de cor escura que mudam de tamanho e formato ao longo do tempo, feridas na pele que não cicatrizam, machas que apresentam sangramento e/ou erupções e novas pintas.

O câncer de pele é o tumor de maior incidência na população global (Foto: Carlos Severo)

O câncer de pele é o tumor de maior incidência na população global (Foto: Carlos Severo)

Diagnóstico do câncer de pele

A auto avaliação periódica do corpo ajuda a identificar problemas de saúde precocemente. Não diferente, no caso do câncer de pele é importante notar se há imperfeições ou alterações na pele, assim como consultar um dermatologista periodicamente.

O diagnóstico médico é baseado na avaliação clínica do paciente e solicitação de exames, sendo a biópsia do tecido suspeito um dos mais importantes.

Tratamento

O diagnóstico precoce é a chave do tratamento e cura do câncer de pele. A escolha do tratamento está ligada principalmente ao tamanho, localização e tipo de câncer de pele desenvolvido.

Há muitas opções terapêuticas para pessoas com câncer de pele dos tipos melanoma ou não-melanoma mas a escolha do tratamento depende da idade, saúde geral do paciente, estágio do câncer e se ele se espalhou do local original. Cirurgias simples, que removem o tumor, costumam curar completamente os carcinomas basocelulares e os espinocelulares e também são indicadas em casos de melanoma. Não é muito comum recorrer à radioterapia, a não ser em tumores localizados em zonas de difícil acesso como orelha e nariz ou em casos nos quais houve o reaparecimento do tumor após cirurgia.  A quimioterapia é indicada geralmente em casos de melanoma após remoção do tumor maligno com cirurgia, pois este tipo de câncer apresenta grande velocidade de crescimento, afetando facilmente outros tecidos.

Pintas de cor escura que mudam de tamanho e formato ao longo do tempo (Foto: Divulgação)

Pintas de cor escura que mudam de tamanho e formato ao longo do tempo (Foto: Divulgação)

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de pele, entre os mais comuns estão cor de pele clara, antecedentes familiares, bronzeamentos artificiais, olhos claros (verde ou azul), cabelos loiros ou ruivos, episódios anteriores de queimaduras solares, albinismo, exposição ao sol devido a trabalho ao ar livre, assim como exposição prolongada a raios X e outras substâncias como o arsênico.

Afro-descendentes podem apresentar menor risco de desenvolver câncer de pele, pois produzem mais eumelanina, um tipo de melanina que absorve e dispersa a luz ultravioleta, atenuando assim sua penetração na pele e reduzindo os efeitos nocivos do sol.

Prevenção

Para prevenir o câncer de pele é fundamental o uso de protetor solar com fator (FPS) de no mínimo 15 e uso óculos de sol com proteção UVA e UVB. Em dias muito quentes, se possível usar roupas que protejam braços e pernas, assim como o uso de chapéu também é recomendado. Evitar tomar sol no horário entre 10:00 e 15:00 e principalmente ao meio dia.

Importante ressaltar que, a exposição excessiva da pele ao sol, além de ser um risco para o desenvolvimento do câncer, causa envelhecimento precoce da pele. Para manter uma pele saudável e protegida é recomendável o uso de hidrantes além do consumo de 2 a 3 litros de água por dia.

Proteção para as crianças

As queimaduras solares em crianças podem aumentar a chance de desenvolver câncer de pele em idade adulta. Assim, é muito importante atenção aos cuidados como exposição a raios UV, e não somente quando estão na praia ou piscina

Ao brincar na rua, ou em qualquer situação ao ar livre, usar sempre protetores, óculos de sol e chapéus.

Na praia ou na piscina itens como guarda-sol e até mesmo uso de roupas podem auxiliar na proteção. Use sempre protetores resistente à água e faça a reaplicação sempre que possível.

Protetor solar

Os protetores solares (ou fotoprotetores) são produtos capazes de prevenir os males provocados pela exposição solar, como o câncer da pele, o envelhecimento precoce e queimaduras. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o fotoprotetor ideal deve oferecer boa proteção contra a radiação UVA e UVB, não irritar a pele, ser resistente à água e não manchar a roupa. Vale ressaltar que, tão importante quanto escolher o produto certo é usá-lo corretamente. É necessário aplicar uma boa quantidade do produto, uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. O filtro solar deve ser usado todos os dias, mesmo quando o tempo estiver frio ou nublado, pois a radiação UV também está presente nesses dias.

Fonte (s): OMS, CDC, NIH, INCA

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo


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