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Arquivo de fevereiro de 2016

Marcador tumoral HE4 para diagnóstico precoce do câncer de ovário – Exame disponível no Lab Hormon!

O câncer de ovário é a quarta causa de morte mais comum por câncer em mulheres em todo o mundo. A forma mais letal de câncer ginecológico, o câncer de ovário é potencialmente curável se diagnosticado cedo. No entanto, menos de 30% de todos os casos de câncer do ovário são diagnos- ticados nos estágios I/II. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, a taxa de sobrevida de pacientes que detectaram a doença após cinco anos é de 46%. No entanto, quando a doença é diagnosticada mais cedo, a taxa de sobrevida aumenta para 94%.
O diagnóstico quando realizado cedo leva a um excelente prognóstico, porém, quando o estágio da doença já está avançado, o que ocorre com aproximadamente 70% das pacientes, a taxa de sobrevida é <20%, mesmo quando realizadas cirurgia e quimioterapia.
Para o diagnóstico precoce da doença o marcador tumoral CA-125 tem sido utilizado em casos de pacientes com massa pélvica, mas suas especificidade e sensibi- lidade em pacientes pré e pós-menopausa são baixas. Com isso, o uso de um painel de marcadores para melhorar a sensibilidade e especificidade foi extensamente investigado.
Similar ao CA-125, o HE4 é encontrado em tumores epiteliais de ovário, sendo usado em conjunto com o CA-125 para identificação e monitoramento das pacientes. O HE4, proteína epididimal humana, inicialmente identificado como um dos quatro cDNAs (DNA complementar), altamente expressos no epidídimo humano, foi posteriormente encontrado em tecidos de carcinomas epiteliais do ovário.
O HE4 pertence à família de proteínas de soro ácido de domínio 4-dissulfeto (WFDC) com suspeita de propriedades inibidoras à tripsina. A primeira determinação de HE4 ocorreu no epitélio do epidídimo distal. Esse biomarcador tem pouca expressão em epitélios dos tecidos respiratórios e reprodutivos, incluindo ovários, mas alta expressão no tecido de câncer de ovário. Adicionalmente, altos níveis secretados podem ser encontrados no soro de pacientes com câncer de ovário, por esse ser um biomarcador sorológico que, comparado aos outros utilizados previamente, possui sensibilidade aumentada para a detecção do câncer de ovário, principalmente no estágio I da doença.
A combinação desses dois marcadores tumorais, CA-125 e HE4, resulta em maior acurácia que qualquer um deles isoladamente, sendo possível a determinação de massa pélvica benigna ou maligna em mulheres pré e pós meno- pausa.4,9 Huhtinen et al relataram uma sensibilidade de 78,6% e 95% de especificidade no carcinoma ovariano vs. cistos endometriais.
Além da combinação com o CA-125 para diagnóstico, o HE4 melhora o gerenciamento da terapia no câncer de ovário, sendo útil na triagem de pacientes com massa pélvica, e irá auxiliar os médicos a determinar o melhor tratamento para seus pacientes. Os níveis de HE4 se correlacionam com a resposta clínica à terapia ou recorrência em mulheres com diagnóstico de carcinoma de ovário, como determinado pela imagem CT, gerando a possibilidade de o HE4 ser também um importante marcador precoce de recorrência da doença.
Referências bibliográficas:
1. Picle, L.W. et al. A new method of estimating United States and state-level cancer incidence counts for the current calendar year.  Cancer J. Clin. 2007; 57:30-42
2. Havrilesky, L. et al. (2008). Evaluation of biomarker panels for early stage ovarian cancer detection and monitoring for disease recurrence. Gynecol. Oncol., 110: 374–382.
3. Hellström, I.; Raycraft J.; Hayder-Ledbetter, M.; et al. – The HE4 (WFDC2) Protein is a Biomarker for Ovarian Carcinoma
4. Moore, R.G. et al. (2008). The use of multiple novel tumor biomarkers for the detection of ovarian carcinoma in patients with a pelvic mass. Gynecologic Oncology, 108, 402–408.
5. Devan, S.M; Pailoor, J.; Sthaneshwar, P.; Vallikkany N.(2013). Pattern of Tissue Expression of CA-125 and HE4 in Primary Epithelial Ovarian Tumours and Correlation with Serum CA-125 Levels. Asian Pac J Cancer Prev, 14(8), 4545-4548.
6. Montagnana, M.; Lippi, G.; Ruzzenente, O.; Bresciani, V.; Danese, E.; Danese, E.; Scevarolli, S.; Salvagno, G.L.; Giudici, S.; Franchi M.; Guidi, G.C. (2009) The utility of serum human epididymis protein 4 (HE4) in patientes with a pelvic mass. J Clin Lab Anal., 23(5): 331-335
7.  Drapkin, R. et al (2013). Human Epididymis Protein 4 (HE4) Is a Secreted Glyco-protein that Is Overexpressed by Serous and Endometrioid Ovarian Carcinomas
8. Huhtinen, K. et al. (2009). Serum HE4 concentration differentiates malig- nant ovarian tumours from ovarian endometriotic cysts. British J. Cancer,100, 1315-1319.
9. Moore, R.G. et al. (2009). A novel multiple marker bioassay utilizing HE4 and CA125 for the prediction of ovarian cancer in patients with a pelvic mass. Gynecologic Oncology, 112, 40-46.
10. Malkasian, G.D., et al. (1988). Preoperative evaluation of serum CA 125 levels in premenopausal and postmenopausal patients with pelvic masses: discrimination of benign from malignant disease. Am. J. Obstet. Gynecol.;159, 341-346.
11. Van Gorp, T.; Cadron, I.; Despierre, E.; Daemen, A.; Leunen, K.; Amant, F.; Timmerman, D.; De Moor, B.; Vergote, I. (2011) HE4 and CA125 as a diagnostic test in ovarian cancer: prospective validation of the Risk Of Ovarian Malignancy Algorithm. British Journal Of Cancer, 104, 863-870.
12. Roche multicenter evaluation study. Data on file at Roche.
13. Allard, J. et al. (2008). Use of a novel biomarker HE4 for monitoring patients with epithelial ovarian cancer.; 26 (Suppl.), Abstract 5535.


Por que mosquitos picam algumas pessoas mais que outras?

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2016/02/01/por-que-mosquitos-picam-algumas-pessoas-mais-que-outras.htm
Genes que controlam o odor corporal poderiam atrair mosquitos, segundo pesquisa

Genes que controlam o odor corporal poderiam atrair mosquitos, segundo pesquisa

Os casos de zika e microcefalia no Brasil aumentaram a preocupação com a picada do mosquito Aedes aegypti, que já era temido por causa da dengue.

Desde outubro, foram notificados 4.180 casos suspeitos de microcefalia no país – 270 já foram confirmados, 462 descartados e os outros seguem em investigação. Como não existe vacina ou tratamento para a zika, o conselho, principalmente para as grávidas, é tomar medidas para se proteger da picada do mosquito.

Mas por que mosquitos picam algumas pessoas mais do que outras?

Segundo um estudo, publicado no ano passado no periódico Plos One, isso pode estar ligado aos genes que controlam o odor corporal. Cientistas da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos agruparam 19 gêmeos não idênticos e 18 gêmeos idênticos para testar a atração a mosquitos.

Eles descobriram que gêmeos idênticos atraíam a mesma quantidade de picadas, sugerindo a influência de fatores genéticos nesse processo.

Em uma série de testes, cada gêmeo colocou uma mão no final de um túnel de vento em formato de “Y”. Então, bombeou-se ar para dentro do túnel, levando consigo odor. Depois, enxames de mosquitos foram liberados, movendo-se para longe ou perto de cada mão.

No caso dos gêmeos idênticos – que compartilham grande parte do material genético – houve uma distribuição uniforme dos mosquitos. Isso sugere que os insetos não tinham preferência pelo cheiro de uma mão ou outra.

Por outro lado, resultados com testes em gêmeos não idênticos – que dividem menos genes – foram mais variados.

Pesquisadores acreditam que a atratividade a mosquitos pode estar relacionada a genes ligados ao odor corporal. O próximo passo é descobrir quais genes específicos estariam envolvidos. Novas pesquisas já estão sendo realizadas.

“Se entendermos a base genética para a variação entre indivíduos, será possível desenvolver maneiras sob medida para controlar melhor os mosquitos, e desenvolver novas maneiras de repeli-los”, disse James Logan, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, principal autor do estudo.

‘Intrigante’

Comentando a pesquisa, o professor David Weetman, da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, disse que o resultado é “intrigante”.

“É a primeira vez que uma base genética foi demonstrada”, disse. “Mas mosquitos não são atraídos apenas pelo cheiro – fatores como o dióxido de carbono também desempenham um papel. Estudos maiores deverão ajudar a avaliar o grau de relevância dessas descobertas fora do laboratório, onde outros fatores podem ser importantes”.

Novo teste pré-natal não invasivo (NIPT): NEOBONA

O diagnóstico pré-natal é um conjunto de exames para analisar o desenvolvimento do futuro bebê antes de seu nascimento. O Grupo LABCO, pioneiro na incorporação de novos avanços, ofere um teste pré-natal não invasivo (NIPT) sem risco, com maior fiabilidade e experiência de mercado em parceria com o Lab Hormon.

A IMPORTÂNCIA DO TESTE PRÉ-NATAL NÃO INVASIVO

  • Aproximadamente 1% dos fetos apresenta algum tipo de anomalia cromossômica.
  • Pode ser realizado a partir da 10° semana de gestação – detecção precoce sem risco para a mãe e o feto.
  • Detecta as trissomias mais frequentes (T21, T18 e T13), alterações dos cromossomos sexuais, painéis de microdeleções e outras trissomias (T16 e T19) através de um estudo no DNA do feto.
  • Pode ser realizado em gestações únicas, gemelares (dois fetos), em reprodução assistida incluindo fertilização in vitro (FIV) com ou sem doação de óvulos.
  • Máxima especificidade e sensibilidade frente aos métodos de triagens convencionais.

TECNOLOGIA DE PONTA

Integrando tecnologia de última geração desenvolvida pela Illumina, líder mundial em sequenciamento de DNA, e a estreita colaboração do Grupo LABCO, alinhamos tecnologia e conhecimento para oferecer uma nova geração de teste pré-natal não invasivo que incorpora a fração fetal para um resultado mais preciso. O teste possui sensibilidade superior à 99% para Síndrome de Down e 98% para Síndrome de Edwards e Síndrome de Patau (estas três consideradas as síndromes mais comuns).

VANTAGENS DO NIPT NEOBONA

Mais fiável – tecnologia de última geração

Mais rápido – resultados em 20 dias

Mais preciso – sensibilidade superior a 99%

Totalmente seguro – sem risco para a mãe e para o feto

Mais simples – é necessário apenas uma amostra de sangue da mãe

Máxima experiência – desenvolvido pelo LABCO, pioneiro e líder em Diagnóstico Pré-Natal na Europa

EXAMES DISPONÍVEIS NO LAB HORMON

NeoBona Advanced (em gestações únicas*)

Trissomias 21, 18 e 13 + sexagem fetal e cromossomos sexuais (X e Y)

NeoBona Advanced+ PLUS (em gestações únicas*)

Trissomias 21, 18 e 13 + sexagem fetal, cromossomos sexuais (X e Y), painel de microdeleções + trissomia 16 e 9

*Em caso de gestação gemelar a opção de sexagem fetal permite conhecer a presença do cromossomo Y. Em caso de ser detectado é determinado que ao menosum dos dois fetos é do sexo masculino.

Consulte seu médico para maiores informações!

www.neobona.com

SAIBA AS DIFERENÇAS ENTRE DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA

Dengue, zika e chikungunya são transmitidas pelo mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti. E, embora estas doenças apresentem sinais clinicamente parecidos, como febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou manchas vermelhas pelo corpo), há alguns sintomas marcantes que as diferem.

 A principal manifestação clínica de chikungunya, por exemplo, são as fortes dores nas articulações, a artralgia. Essa artralgia pode se manifestar em todas as articulações, mas, em especial, nas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos. Na chikungunya, essas dores são decorrentes de um processo inflamatório nas articulações e podem ser acompanhadas de edemas e rigidez.

Também é possível haver esse tipo de dores na dengue e no zika, mas a diferença está, segundo especialistas, na intensidade da dor. Enquanto o paciente com dengue ou zika pode apresentar dores de leves a moderadas, o paciente infectado com chikungunya apresenta dores de nível elevado, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de vida. Na fase subaguda ou crônica da doença, as dores podem persistir por meses ou até mesmo anos, particularmente em pacientes mais velhos. Segundo dados do Instituto Pasteur, um estudo sobre os casos ocorridos na África do Sul relatou que pacientes ainda sofriam de dores intensas nas articulações de 3 a 5 anos após a infecção aguda de chikungunya.

Com relação à febre, dengue e chikungunya são marcadas pela febre alta, geralmente acima de 39°C e de início imediato. Já os pacientes de zika apresentam febre baixa ou, muitas vezes, nem apresentam febre. Os sintomas relacionados ao vírus zika costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma. Mas uma manifestação clínica que pode aparecer logo nas primeiras 24 horas e é considerada uma marca da doença é o rash cutâneo e o prurido, ou seja, manchas vermelhas na pele que provocam intensa coceira. Há, inclusive, relatos de pacientes que têm dificuldade para dormir por conta da intensidade dessas coceiras.

Outro sintoma que pode servir nos diagnósticos clínicos dessas doenças é a vermelhidão nos olhos. Enquanto a dengue provoca dores nos olhos, o paciente infectado com zika ou chikungunya pode apresentar olhos vermelhos, com uma conjuntivite sem secreção.

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O diagnóstico clínico feito pelo médico ou profissional de saúde é essencial, uma vez que é o método mais rápido e o paciente já pode iniciar o tratamento mais adequado. A confirmação do diagnóstico clínico pode ser feita por meio de exames laboratoriais.

Para investigar os casos de microcefalia que têm sido notificados no Brasil, o MS está realizando exames clínicos, de imagens e laboratoriais com mães e bebês, além de entrevistas e investigação do histórico do pré-natal e obstétrico. Ainda não há vacina para nenhuma das três doenças. A prevenção para dengue, zika e chikungunya é o combate ao mosquito Aedes aegypti e o uso de repelentes.

[+] Saiba mais sobre dengue, zika e chikungunya no glosssário de doenças da Agência Fiocruz de Notícias: https://agencia.fiocruz.br/glossario-de-doencas

* Com informações da Agência Fiocruz de Notícias

 

 

Em artigo, médico explica por que é falsa a associação entre microcefalia e vacinas

FONTE: Fonte: Reinaldo de Menezes Martins (Membro Titular da Academia Brasileira de Pediatria e consultor científico de Bio-Manguinhos/Fiocruz)

https://portal.fiocruz.br/pt-br/content/em-artigo-medico-explica-porque-e-falsa-associacao-entre-microcefalia-e-vacinas

A internet criou muitos benefícios, como maior interatividade entre as pessoas e maiores possibilidades de trocas de informação em escala universal. A liberdade da internet permite que a circulação de opiniões ocorra livre de censura, o que é em princípio um bem. Mas, infelizmente, há alguns aspectos negativos, como a circulação de notícias falsas e opiniões fantasiosas. Quando se trata de vacinas, essas notícias podem gerar dúvidas e até mesmo fazer com que muitas pessoas deixem de vacinar seus filhos e de se vacinar.

Não há ação médica com melhores benefícios do que as vacinações. Graças a elas, estamos livres da varíola, estamos prestes a erradicar a poliomielite do mundo, a rubéola e a síndrome de rubéola congênita, lesão fetal grave causada pela rubéola na gestação, foram eliminadas das Américas, e doenças como difteria, tétano, sarampo, meningites por hemófilo, entre várias outras, tornaram-se raras.

Com a diminuição dessas doenças, muitos pais perderam o medo delas e tendem a relaxar sobre as vacinações. Isso é um erro grave, pois sem as vacinas as doenças voltarão, exceto quando erradicadas em todo o mundo, caso atualmente só aplicável à varíola.

As vacinas podem ser acompanhadas de reações ou eventos adversos, em geral de curta duração e benignos, como dor local e febre, mas a comparação com as doenças mostram que o benefício é imenso. Por outro lado, quando se vacinam milhões de pessoas, outras doenças podem acontecer após as vacinações, pois obviamente vacinas não protegem contra todas as doenças. Associação temporal não é sinônimo de associação causal. Essa análise de causalidade é feita em estudos clínicos, estudos de farmacovigilância, e discussões por grupos de especialistas.

O aumento de microcefalia observado inicialmente no Nordeste do Brasil, e depois em outros estados, deu margem à suposição no público leigo de que as vacinas aplicadas na gestação poderiam causar a microcefalia.

A influenza na gravidez é mais grave, e o aumento da coqueluche em recém-nascidos e crianças nos primeiros meses de vida, levaram à recomendação de vacinar contra influenza e coqueluche na gestação. OCentro de Controle de Doenças dos Estados Unidos tem vasta bibliografia e informação sobre a aplicação das vacinas de influenza e dTpa (tríplice acelular tipo adulto contra difteria, tétano e coqueluche) na gravidez, mostrando a sua importância e segurança. A Organização Mundial de Saúde também recomenda a vacina de influenza na gestação.

A contraindicação à vacina de rubéola (isto é, dupla viral sarampo-rubéola e tríplice viral sarampo-caxumba-rubéola) na gestação deve-se ao fato de que são vacinas vivas, e assim, por medida prudencial e risco teórico, aconselha-se não usá-las na gravidez. O Brasil, em virtude de suas campanhas de vacinação em massa, é um dos países que tem mais experiência no assunto, com vários estudos publicados em revistas internacionais indexadas. A aplicação inadvertida das vacinas contendo o componente rubéola, ou de quaisquer outras, em mulheres grávidas, não acarretou consequências nocivas para o feto. À mesma conclusão chegaram a Organização Pan-Americana da Saúde, analisando os dados da América Latina, e a Organização Mundial de Saúde, analisando os dados de todo o mundo.

Há várias causas de microcefalia, mas muitas evidências apontam o vírus Zika como o responsável pelo aumento de casos no Brasil. Numa série de 35 casos investigados, todos foram negativos para agentes microbianos que podem causar infecção congênita, inclusive rubéola. O vírus Zika foi isolado do líquido amniótico de dois fetos diagnosticados com microcefalia antes do nascimento, e o material genético do vírus Zika foi identificado em vários órgãos, inclusive cérebro, de uma terceira criança, que morreu logo após o nascimento.

Poderei enviar aos interessados a literatura científica que dá suporte às afirmativas acima.

Com a intenção de tornar acessíveis ao público as informações mais atuais sobre vacinas, e principalmente tirar suas dúvidas, criei o blog “Tire Suas Dúvidas Sobre Vacinas”. Terei prazer em responder aos questionamentos e dúvidas.

Fiocruz detecta presença de vírus zika com potencial de infecção em saliva e urina

Estudo pioneiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado o Ministério da Saúde, constatou a presença do vírus zika ativo (com potencial de provocar a infecção) em amostras de saliva e de urina. A evidência inédita, que sugere a necessidade de investigar a relevância destas vias alternativas de transmissão viral, foi constatada pelo Laboratório de Biologia Molecular de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Cientistas observaram a destruição ou danificação das células provocada pelo zika, o que comprova a atividade viral (Foto: IOC/Fiocruz)

Cientistas observaram a destruição ou danificação das células provocada pelo zika, o que comprova a atividade viral (Foto: IOC/Fiocruz)

Os estudos foram liderados pela pesquisadora Myrna Bonaldo, chefe do Laboratório, em colaboração com a infectologista Patrícia Brasil, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). Foram analisadas amostras referentes a dois pacientes e as coletas foram realizadas durante a apresentação de sintomas compatíveis com o vírus zika. Alíquotas das amostras foram colocadas em contato com células Vero, que são amplamente usadas em estudos sobre atividade viral no caso da família dos flavivírus, à qual pertencem os vírus zika, dengue e febre amarela, entre outros.

Os cientistas observaram o efeito citopático provocado nas células: foi observada a destruição ou danificação das células, o que comprova a atividade viral. A presença do material genético do vírus zika foi confirmada pela técnica de RT-PCR em Tempo Real. Também foi realizado o sequenciamento parcial do genoma do vírus. Diagnósticos laboratoriais descartaram a presença dos vírus dengue e chikungunya – para estas análises, foi usado o Kit NAT Discriminatório para Dengue, Zika e Chikungunya recentemente desenvolvido pela Fiocruz.

“Já se sabia que o vírus poderia estar presente tanto em urina quanto em saliva. Esta é a primeira vez em que demonstramos que o vírus está ativo, ou seja, com potencial de provocar a infecção, o que abre novos paradigmas para o entendimento das rotas de transmissão do vírus Zika. Isso responde uma pergunta importante, porém, o entendimento da relevância epidemiológica destas potenciais vias de infecção demanda novos estudos”, situa Myrna Bonaldo.

“Esta descoberta é parte dos 115 anos de dedicação da Fiocruz à saúde pública. Temos dirigido nossos esforços para colaborar com a ampliação do conhecimento científico sobre este vírus que vem desafiando cientistas de todo o mundo. Esta é mais uma contribuição da Fiocruz à saúde global”, afirma o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha. “Estamos lidando com dados muito recentes e, a cada momento, novas evidências são obtidas e compartilhadas pela comunidade científica, como acabamos de fazer”, esclarece.

Gadelha situa que, após a comprovação do potencial de transmissão por via de saliva e de urina, dada a constatação da presença do vírus ativo, é necessário investigar a relevância destas potenciais vias para a transmissão viral. “A primeira medida é sempre a da cautela. O que sabemos hoje é que o vírus zika costuma apresentar quadro clínico brando, com maior preocupação em relação às gestantes por conta dos casos de microcefalia que têm sido acompanhados. Neste sentido, medidas de prevenção já conhecidas para outras doenças precisam de um olhar mais cauteloso a partir de agora, especialmente no caso do contato com as gestantes. Estamos empenhados em gerar evidências sobre o vírus zika e vamos compartilhar estas evidências conforme avançarmos no conhecimento sobre o tema”, pontua, acrescentando que outras perguntas científicas permanecem em aberto, como o período de sobrevivência viral na saliva e urina, por exemplo.

A Fiocruz alerta que, com base nos conhecimentos disponíveis até o momento, as medidas de controle do vetor Aedes aegypti continuam sendo centrais. “Em uma situação como esta, em que estamos conhecendo mais a cada dia sobre este vírus, todos os aspectos precisam ser considerados. Muito ainda precisa ser investigado em relação à importância de cada via de transmissão para a propagação de casos. Porém, é fundamental que a vigilância ao vetor permaneça. Não podemos esquecer que ele é comprovadamente o vetor para os vírus dengue, chikungunya e zika”, reforça o presidente da Fiocruz.

Myrna destaca a mobilização da comunidade científica sobre o vírus zika. “É nossa missão enquanto cientistas contribuir para o entendimento desta situação de saúde pública que preocupa a todos e que já está afligindo milhares de famílias no Brasil, com o crescimento de casos de microcefalia”, Myrna diz, agradecendo à dedicação da equipe de pesquisa. “Como temos um Laboratório que é justamente focado em flavivírus, família à qual o zika pertence, desde o primeiro momento vimos a possibilidade de ajudar. Isso somente foi possível devido ao compromisso integral das pessoas envolvidas e da instituição”, completa.

Contribuições anteriores da Fiocruz

Em 2015, a Fiocruz criou o Gabinete de Enfrentamento à Emergência Sanitária de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN/Fiocruz), que visa aproveitar ao máximo as capacidades e os recursos disponíveis na instituição para atender à necessidade de dar respostas objetivas para o Ministério da Saúde e a população sobre a situação de emergência em dengue, chikungunya e zika no país.

Em novembro de 2015, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), por meio do Laboratório de Flavivírus, concluiu diagnósticos laboratoriais que constataram a presença do genoma do vírus zika em amostras de líquido amniótico de duas gestantes do estado da Paraíba, cujos fetos tinham microcefalia detectada por meio de exames de ultrassom. Ambas haviam relatado sintomas compatíveis com o vírus zika e, nos exames anteriores, não havia indicativo do problema. Os resultados foram relevantes para orientar as investigações em andamento e a reforçar a suspeita de correlação entre o vírus e a microcefalia.

Em janeiro de 2016, a Fiocruz anunciou a criação do Kit NAT Discriminatório para Dengue, Zika e Chikungunya. A inovação garantirá maior agilidade para os testes realizados na rede de laboratórios do Ministério da Saúde, além de reduzir os custos e permitir a substituição de insumos estrangeiros por um produto nacional. Idealizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e desenvolvida em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), a novidade conta com o apoio da Fiocruz-Paraná, da Fiocruz-Pernambuco e do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

Também em janeiro, o Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) desenvolveu um estudo que confirmou a transmissão interplacentária do vírus zika após a análise da amostra da placenta de uma gestante da região Nordeste, que apresentou sintomas compatíveis de infecção pelo vírus e que sofreu um aborto retido – quando o feto deixa de se desenvolver dentro do útero – no primeiro trimestre de gravidez. A pesquisa foi realizada em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Hábitos para adotar hoje e manter o coração saudável sempre

Você é desses que sempre adia o assunto saúde e acha que cuidar do coração, por exemplo, é coisa para idosos? Uma notícia para você, camarada: a saúde cardíaca tem que ser cuidada hoje para seguir assim a vida toda. Hoje mesmo. Agora. Comece lendo esse texto e, depois, é sair cumprindo cada item e manter o compromisso com um coração cheio de vitalidade. A consultoria é da cardiologista do Instituto do Coração (InCor) de SP Ludhmila Abrahão Hajjar.

1 – CONHEÇA SEUS NÚMEROS

Fazer exames regulares ajuda a saber como, em particular, seu coração funciona. Assim é possível entender como é sua pressão arterial, triglicérides e outros números importantes para conhecer seu coração e, a partir daí, estabelecer uma base. Melhor ainda se isso for feito ali pelos 30 anos.

2 – ACRESCENTE UNS HERÓIS À SUA DIETA

Quando for fazer um lanchinho vendo TV ou se quiser levar consigo um belisco, opte por castanhas, por exemplo: elas ajudam a colocar Omega-3 na sua vida, um apoio para prevenir entupimento das artérias. Abacate, salmão e brócolis são outros bons alimentos aliados para adotar.

3 – VÁ PESCAR!

Ok, talvez pescaria não seja sua atividade para relaxamento. Pense outra então ? o importante é desconectar dos noticiários, seus e-mails de trabalho, as situações que mais aceleram sua vida. Comece cortando uns 15 minutos de conexão com celular, tablet e TV e vá aumentando até ter uma hora ou duas de desconexão por dia. O estresse aumenta a pressão arterial, o pulso cardíaco e os níveis de hormônios que podem prejudicar o organismo. Mas ele pode ser contido com uma comédia de duas horas ou encontrando um amigo para um café.

4 – ACHE UM AMIGO DO CORAÇÃO

A dica de caminhar por 30 minutos ao dia é sempre dada pelos profissionais da saúde. Mas nem todas as pessoas se empolgam tão facilmente. E se você achasse um amigo que também quer cuidar do coração? Fazer exercícios com companhia aumenta as chances de continuar fazendo. Vale procurar bem pertinho, inclusive. De acordo com um recente estudo norte-americano, que avaliou cerca de 15 mil homens e mulheres, apenas o fato de ser casado e ter uma boa rede de amigos pode proteger as pessoas das doenças cardíacas. “Pessoas casadas ou que frequentam clubes ou têm muitos amigos e parentes tem a pressão significativamente mais baixa, além de outros fatores de risco”, diz a pesquisa.

5 – FECHE A CONTA DO CIGARRO

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), todo ano mais de cinco milhões de pessoas morrem no mundo por causa do cigarro. O tabagismo está relacionado a mais de 50 doenças – sendo responsável por 30% das mortes por câncer de boca, 90% das mortes por câncer de pulmão, 25% das mortes por doença do coração. Se nem isso for incentivo, pensa assim: quem começa a fumar, digamos, com 18 anos e já está com 30, fumando meio maço ao dia, já gastou com esse hábito ruim cerca de R$ 15.000. Daria para fazer uma viagem de sonho. Mais saudável, mais proveitoso.

6 – FAÇA UMA PARADINHA E TOME UM DRINQUE

Outra pesquisa norte-americana, desta vez da escola de saúde pública de Harvard: para as mulheres, até um copo de álcool por dia e, para os homens, até dois copos por dia pode ajudar a reduzir o risco de doença cardíaca. O álcool pode auxiliar o coração por aumentar os níveis de colesterol HDL. Mas lembre-se: mais não é melhor. “O álcool também tem calorias e, em excesso, pode causar pressão alta, piorar a insuficiência e causar anormalidades do ritmo cardíaco”, registra a pesquisa. Então faça aquele brinde e pare no limite recomendado.

7 – VÁ DORMIR, PAGUE AS CONTAS NA MANHÃ SEGUINTE

Pessoas que dormem menos de sete horas por noite têm mais elevações de pressão arterial e níveis mais altos de cortisol, o hormônio do estresse, tornando as artérias mais vulneráveis ao acúmulo de placa bacteriana. Na verdade, pesquisas mais recentes mostram que pessoas que não dormem o suficiente são duas vezes mais prováveis de morrer de doença cardíaca. Tentar evitar cafeína depois do meio dia e desenvolver um ritual de desaceleração antes de dormir são maneiras de ajudar a pegar no sono. Dica? Tome também um banho morno e ignore boletos bancários até a manhã seguinte! Sério mesmo. Você vai dormir menos tenso.

8 – CHEQUE ESSE NEGÓCIO DE RONCAR

Às vezes, o ronco parece só uma característica engraçada do indivíduo ou aquele trejeito irritante. Mas ele pode ser mais que isso. O ronco pode ser um sinal de algo mais grave: apneia obstrutiva do sono. Essa desordem, marcada pela respiração que é interrompida durante o sono, pode fazer a pressão arterial disparar, o que aumenta o risco de doença cardíaca. As pessoas que estão com sobrepeso ou obesidade têm maior risco de apneia do sono, mas pessoas magras podem ter também. Se você ronca e muitas vezes acorda sentindo cansaço, hora de ir ao médico e avaliar o motivo dessa “sinfonia”.

9 – VAMOS PARAR DE SER 8 OU 80?

Conhece aquele pessoal de 35, 40 anos que sente a idade chegando e mergulha cheio de boas intenções nos exercícios? E aí parte deles exagera, acaba se machucando e em seguida deixa de praticar corrida, musculação ou o esporte aeróbico escolhido como salvação. Com o exercício, é sábio seguir na onda do “lento e firme”. É mais importante ter um compromisso de exercício físico regular a longo prazo do que forçar e parar por meses.

10 – AMADUREÇA O PALADAR

Ficar adulto é também abandonar aqueles hábitos bobos de alimentação ? jogando calorias vazias pra todo lado (com alimentos lotados de açúcar, gordura e quase nenhum nutriente). Quem tem esse “paladar infantil” se recusa a seguir os conselhos que a vovó dava sobre comer comida de verdade. Pois é, mas é chegada a hora. Uma dieta pobre aumenta muito o risco de obesidade e diabetes e, por tabela, problemas no coração. Procure alimentos bons pra você, sejam legumes, frutas, grãos integrais, frutos do mar, carnes magras, leite desnatado, ovos e feijão ? e, por favor, pare de colocar sal em tudo! Você não tem mais 10 anos. E isso é bom.
FONTE: Coração & Vida

A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa

A coqueluche é uma doença respiratória transmitida pela bactéria Bordetella pertussis, sendo que crianças com pouco meses de idade apresentam maior susceptibilidade de desenvolver formas graves da doença

No Brasil, embora o índice de mortalidade por coqueluche tenha sido reduzido drasticamente após a inclusão da vacina no calendário anual de imunização desde 1973, a doença persiste e continua causando sérios problemas à saúde principalmente em crianças menores de um ano de idade. Pode também acometer todas as faixas etárias, sendo considerada altamente contagiosa.

Transmissão

A transmissão ocorre por meio de gotículas de salivas que são expelidas pela tosse da pessoa contaminada a um indivíduo susceptível. O contágio também pode ocorrer através de partículas contaminadas liberadas pelo espirro de pessoas doentes.

Sintomas e Manifestações

As manifestações da coqueluche podem ser divididas em três “etapas”:

Na primeira fase ocorrem manifestações respiratórias leves caracterizadas por febre, tosse seca, mal-estar, coriza, olhos lacrimejando e corrimento nasal.

Na segunda, os períodos de tosses são de maior intensidade aumentando gradualmente, seguido de um esforço inspiratório.  Também podem ocorrer episódios com vômitos ao final do período de tosse.

Já na última fase, conhecida também como aguda, os pacientes apresentam dificuldades de respiração, vômitos e desidratação. Podendo também avançar para outros quadros infecciosos como a pneumonia e complicações do sistema nervoso.

Diagnóstico

O diagnóstico em fase inicial é complicado, devido aos sintomas parecerem com outras doenças respiratórias.

A suspeita sempre deve ocorrer nos casos em que pessoas apresentem tosse seca há pelo menos duas semanas, sem causa aparente e independente de idade ou imunização prévia (vacina).

Também podem ser solicitados exame laboratoriais como radiografia do tórax e sorologia para identificação de anticorpos IgG e IgM contra Bordetella pertussis.

Tratamento

Em geral, o tratamento é realizado com o uso de antibióticos (por exemplo, eritromicina) que são mais eficientes quando administrados na fase inicial da doença.  Crianças dependendo da idade podem necessitar de hospitalização, uma vez que a coqueluche pode causar sérios danos à saúde.

Adultos geralmente seguem o tratamento em casa. Para os casos onde há dificuldade de ingestão de alimentos devido aos episódios de vômitos é necessário um maior cuidado para evitar uma desidratação severa.

Prevenção    

A vacinação ainda é a melhor prevenção contra a coqueluche, porém não é 100% eficaz.  No entanto, indivíduos vacinados que contraem a coqueluche desenvolvem uma forma mais branda da doença. Pessoas que apresentam tosse seca e severa por mais de uma semana, devem evitar o contato direto com outras pessoas principalmente em ambiente familiar especialmente com crianças, até que tenha um diagnóstico.

A vacinação ainda é a melhor prevenção contra a coqueluche (Foto: Thiago Neme/GSP)

A vacinação ainda é a melhor prevenção contra a coqueluche (Foto: Thiago Neme/GSP)

Vacina

A vacina para imunização contra a bactéria Bordetella pertussis é conhecida como vacina tríplice bacteriana (DTP), pois ela está combinada também com as vacinas do tétano e difteria.  A DTP pode ainda ser combinada a outras substâncias (exemplo: tetra, penta, hexa).

Ela deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de idade e as doses de reforço devem ser ministradas aos 15 meses e aos 5 anos.

O último reforço mantém a imunidade por cerca de dez anos. Entretanto, após este período a imunidade cai, deixando os adolescentes e adultos susceptíveis, fazendo-se necessário reforço com a vacina do tipo adulto.

Gestantes também podem tomar a vacina no primeiro trimestre da gravidez, para prevenir o futuro bebê de desenvolver a coqueluche. Assim, passando a imunidade ao recém-nascido.

 

FONTE: http://www.gazetasp.com.br/marcel-machado/9055-a-coqueluche-e-uma-doenca-respiratoria-altamente-contagiosa

 

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Toxoplasmose: transmissão, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, em geral encontrado nas fezes de gatos

A infecção acomete diversas espécies de animais e também o homem, podendo ser adquirida principalmente por meio de alimentos contaminados com cistos do parasita. Não há risco de transmissão entre humanos, mas a doença pode afetar quase todas as partes do corpo, incluindo coração e sistema nervoso.

Em geral, as pessoas contaminadas não apresentam sinais da doença, passando muitas vezes despercebidas. Porém, indivíduos com baixa resistência ou com doenças pré-adquiridas que comprometam o sistema imunológico podem desenvolver sérios problemas de saúde.

Transmissão

A toxoplasmose é transmitida por diferentes formas, porém um dos principais veículos de transmissão são os gatos. No geral, eles contraem o parasita ao comer outros animais (roedores e aves) e pequenos insetos infectados, liberando depois o parasita no meio ambiente pelas fezes.

O homem se contamina pelo fato de não lavarem as mãos, ou não utilizarem luvas ao limpar jardins e caixas sanitárias de seus animais, que podem estar infectadados pelo parasita.

A transmissão pode ocorrer também por meio de alimentos e água contaminados, e com uma menor frequência por transfusão de sangue e órgãos.

A toxoplasmose também pode ser transmitida da mãe para o feto pela placenta, este tipo de infecção é chamado toxoplasmose congênita.

Sintomas

Geralmente a toxoplasmose não causa nenhum tipo de sintoma na maioria dos indivíduos infectados. Porém, pacientes nos quais a doença não é assintomática apresentam sintomas variáveis de acordo com a forma da infecção (por meio do cisto do parasita ou durante a gravidez).

Crianças com toxoplasmose congênita (transmitida durante a gestação), podem apresentar sintomas graves que podem ocorrer em meses ou até mesmo anos após o nascimento, como por exemplo: icterícia, déficit intelectual acentuado, convulsões e problemas na visão que podem levar à cegueira.

Em relação à toxoplasmose adquirida (quando há contato com o parasita), em geral indivíduos com o sistema imune normal não apresentam sinais clínicos e a doença passa despercebida, mas em alguns casos podem apresentar sintomas parecidos com os da gripe como febre, dor no corpo e cansaço.

Pacientes com o sistema imunológico debilitado também podem apresentar sérios problemas de saúde, como convulsões, doenças respiratórias, icterícia e problemas neuropsicomotores.

Diagnóstico e Tratamento

O método habitualmente usado para a confirmação do diagnóstico da toxoplasmose é a sorologia, sendo realizada em sangue para detectar a presença de anticorpos IgG e IgM contra o parasita. Exames de imagens e biopsia também podem ser solicitados dependendo do local da infecção.

A toxoplasmose pode trazer sérios danos ao bebê e os exames de sangue realizados de rotina durante a gestação mostram se a mulher já tem imunidade adquirida ou não contra a toxoplasmose. Para verificar essa imunidade o exame a ser realizado é a dosagem de anticorpos IgG contra a toxoplasmose.

O tratamento mais adequado será indicado após o diagnóstico e avaliação clínica criteriosa do médico. Uma intervenção especifica nem sempre é indicada nos casos em que o hospedeiro é imunocompetente, exceto na vigência de coriorretinite, miocardite, dano em outros órgãos e em infecções agudas em gestantes e pessoas imunossuprimidas.

Em gestantes, o acompanhamento e intervenção são necessários para que diminua o risco de transmissão de toxoplasmose para o bebê. Geralmente entre as drogas mais utilizadas em grávidas está a espiramicina, que é indicada no primeiro trimestre de gestação para o tratamento de infecção aguda, pois este medicamento não atravessa a barreira transplacentária, não oferecendo risco ao feto.

Para mulheres com idade gestacional superior a 18 semanas é indicado o esquema tríplice, que é a combinação de sulfadiazina e pirimetamina, associada ao ácido fólico. Durante o pré-natal de rotina as gestantes devem ser testadas para verificar a sua imunidade para toxoplasmose.

Já para as infecções em imunossuprimidos como os contaminados pelo vírus HIV-1, recomenda-se que devem permanecer tomando uma dose um pouco menor da medicação que usaram para tratar a doença por tempo indeterminado.

Prevenção

  • Lavar bem frutas e verduras;
  • Não consumir carnes cruas e/ou malcozidas;
  • Ao cuidar de plantas, jardim ou jardineiras sempre usar luvas;
  • Higienizar bem os utensílios utilizados para o preparo dos alimentos, antes e após o uso;
  • Tomar água potável, na ausência ferver a água antes do consumo. Em viagens preferir tomar águas comercializadas;
  • Após a limpeza da caixa sanitária ou caixa de terra de uso de gatos, lavar bem as mãos e fechar e descartar o material desprezado de forma segura para que não virem meios de contaminação.

 

FONTE: http://www.gazetasp.com.br/marcel-machado/9415-toxoplasmose-transmissao-sintomas-diagnostico-tratamento-e-prevencao

 

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

 


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