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Arquivo de abril de 2016

HIPERTENSÃO ATINGE 30 MILHÕES DE BRASILEIROS. HOJE É DIA DE EXAMES

Doença afeta coração, cérebro, rins e artérias dos membros inferiores, entre outros pontos do organismo

Dados do Ministério da Saúde mostram que a hipertensão arterial afeta cerca de 25% da população brasileira. Segundo o cardiologista Tomás Mesquita, do Hospital Jayme da Fonte, algumas pessoas têm predisposição à hipertensão – ou possuem hábitos que podem provocar o aparecimento da doença ou acelerar seu surgimento. “O histórico familiar de hipertensão arterial em vários membros da família sinaliza como um forte marcador para o aparecimento dessa doença em seus descendentes”, esclarece o profissional. Mesquita ainda ressalta, que no Brasil a primeira complicação da hipertensão é o AVC.

Além da genética, a hipertensão também pode ser provocada pela obesidade, consumo de bebidas alcoólicas, estresse, grande consumo de sal, falta de atividade física, sono inadequado e uso de drogas ilícitas. “Uma dieta rica em sal, gorduras e frituras; a falta de atividade física regular (sedentarismo), a obesidade e a utilização de anti-inflamatórios de forma indiscriminada são fortes fatores favoráveis à provocação dessa doença”, ressalta. “A hipertensão arterial é uma doença traiçoeira e 70% dos pacientes não apresentam sintomas”, afirma o cardiologista.

Para prevenir o problema, a principal mudança deve ser no estilo de vida, pois essa atitude já consegue controlar a pressão arterial em 60% dos casos. Mas reduzir a quantidade de sódio da alimentação, substância que aumenta e mantém a pressão em níveis mais altos, também é de extrema importante. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é o consumo de 2 gramas de sódio (o equivalente a 5 gramas de sal). Porém, os brasileiros consomem muito mais do que o recomendado.

O coração, o cérebro, os rins e as artérias dos membros inferiores são as grandes vitimas da hipertensão. Entre as complicações causadas pela doença, podemos citar: enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, angina de peito, claudicação dos membros inferiores (dor e cansaço nas pernas aos esforços. Nos casos extremos, os sintomas dolorosos podem ocorrer mesmo em repouso), esclarece Tomás.

A hipertensão tem cura (por meio de tratamento cirúrgico) apenas para os pacientes com a Hipertensão Arterial Secundária, que representam apenas 5% da população hipertensa. “Os outros 95% dos hipertensos estão classificados no grupo dos portadores de Hipertensão Arterial Primária. Nessa situação não há cura, e sim controle dos níveis tensionais, o que é realizado através da administração de drogas especificas, mudanças no estilo de vida, hábitos alimentares saudáveis, controle do peso e prática de exercícios regularmente”, explica o cardiologista.

26/04 – Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão Arterial

1) O QUE É PRESSÃO ARTERIAL?

Pressão arterial é a pressão exercida nas artérias durante a condução do sangue do coração aos outros órgãos. Possuímos uma pressão mínima para fazer o sangue circular de maneira ideal e é importante ficar atento aos limites das artérias para que não seja prejudicial a saúde.

A grande preocupação mundial é com o valor normal da pressão, pois a hipertensão arterial é uma doença muito prevalente. Estatisticamente, ela atinge em média 35% da população mundial. Na faixa etária dos 60 a 70 anos, atinge 50%. Acima de 70 anos, até 75% das pessoas. Principalmente porque a população idosa é a maior atingida por fatores variados, como genética, estilo de vida, alimentação e idade.

Neste contexto, o grande risco é porque a hipertensão é uma doença silenciosa e, muitas vezes, o paciente não sabe que tem uma pressão alta, com valores considerados acima dos normais, pois não apresenta sintomas.


2) POR QUE DEVEMOS TER A PRESSÃO ARTERIAL 12 POR 8?

Temos como valor normal de pressão o 120×80 mmHg (12 por 8). Porém, não existe um valor exato que seja o ideal, pois existem tolerâncias com valores superiores e inferiores. O primeiro valor corresponde à pressão arterial sistólica, que é quando o coração bombeia o sangue pelas artérias, e o segundo valor é a pressão arterial diastólica, na fase de relaxamento do sistema.

Contudo, a partir do valor de pressão 130×85 mmHg consideramos que esta pressão não está mais normal e é necessário tomar mais cuidado. Acima desse valor é preciso ficar atento, sendo que, da faixa de 130 mmHg a 140 mmHg é considerado pré-hipertensão, e acima de 140×90 mmHg já temos a doença em seus vários estágios:

Hipertensão leve: 140×90 mmHg a 160×100 mmHg.

Hipertensão moderada: 161×101 mmHg a 180×110 mmHg.
Hipertensão grave: acima de 180×110 mmHg.

Abaixo do valor considerado normal (130×85 mmHg) buscamos sempre pelo 120×80 mmHg, principalmente naqueles pacientes que possuem outras comorbidades (doenças), pois este é compreendido como valor ideal para não gerar problemas futuros. O valor dito recentemente de 110×70 mmHg entra neste contexto apenas porque quanto mais controlado, melhor será.

3) A HIPERTENSÃO TEM CURA?

Não. Na hipertensão não falamos de cura. Existe apenas o controle.

Essa doença apresenta dois grupos de fatores de risco: os modificáveis e os não modificáveis. Os modificáveis são aqueles em que podemos atuar, como a alimentação, ingestão de sal, obesidade, qualidade de vida, estresse e exercícios físicos. Já os não modificáveis são aqueles que independentemente do que fizermos, não conseguiremos mudar, como a genética e idade, por exemplo.

Em cima desses fatores não conseguimos atuar até uma cura definitiva. O paciente diagnosticado com hipertensão precisa de um acompanhamento pelo resto da vida. Se não houver o controle, e ele abandonar o tratamento, os níveis pressóricos elevados voltam a se apresentar e é preciso retomar com a medicação.

4) O QUE PODE SER FEITO PARA CONTROLAR A HIPERTENSÃO?

É preciso trabalhar primeiramente com os fatores de risco modificáveis. Mas o paciente precisa ter consciência de que somente a mudança de hábitos de vida muitas vezes não é suficiente e, ainda assim, é preciso fazer uso da medicação.

Um grande fator de risco é a obesidade e, neste contexto, podemos atuar na alimentação e atividade física. A alimentação é capaz de controlar a obesidade e também melhorar alguns fatores que influenciam na pressão, como a ingestão de sal (sódio). Costumamos dizer que a primeira atitude do hipertenso é eliminar o saleiro da mesa! Principalmente nós brasileiros, que já preparamos a comida com muito sal. Também é preciso eliminar ou reduzir o consumo as comidas industrializadas com muito sódio, como batatas fritas, enlatados e refrigerante zero.

A atividade física é parte importante no controle porque além de ajudar no controle do peso, ao mesmo tempo influencia diretamente no controle da pressão gerando um melhor funcionamento do organismo como um todo. Se o hipertenso que estiver com a pressão controlada não tem nenhuma outra doença de base que seja contra indicação, ele pode praticar atividades físicas sem problema algum. O ideal é que se pratique no mínimo 30 minutos de exercícios aeróbicos 5 dias na semana, ou algo em torno de 2 horas e meia por semana. Para quem vai começar, é preciso iniciar na intensidade mais leve dos exercícios e ir aumentando aos poucos.

O tabagismo também influencia no controle pressórico devido à relação direta do efeito do tabaco em cima das artérias. Porque ele favorece tanto a arteriosclerose (envelhecimento das artérias, tornando-as mais rígidas e leva a tesão para cima) e a aterosclerose (depósito de placas de gorduras nas artérias).

O estresse como outro fator de risco torna o organismo um pouco mais hiperdinâmico, o que pode favorecer o aumento da pressão.

E por fim utilizamos todo um arsenal medicamentoso, que temos disponíveis nos dias de hoje, que são na maioria das vezes essenciais nesse controle.

5) O QUE VOCÊ CONSIDERA COMO O MAIS IMPORTANTE PARA O HIPERTENSO SABER NESTE DIA? 

Em primeiro lugar, que a pressão precisa ser cuidada e acompanhada pelo resto da vida. Pois a hipertensão arterial é uma doença grave, extremamente prevalente, sem cura e que se não for controlada leva a diversos outros problemas de saúde.

O hábito de fazer a medida da pressão arterial deve ser incorporado a vida até mesmo das pessoas que não possuem um diagnóstico de hipertensão. Isso é importante porque se caso houver alteração, será identificado precocemente. Portanto, sempre que possível, todos devem fazer essa medição.

O paciente com hipertensão tem a obrigação de medir a pressão com um controle mais rigoroso, de uma a três vezes por semana. Já pessoas mais jovens, podem ter um espaçamento menor nesse monitoramento, mas nunca ficar mais de 1 ano sem realizar uma medida. Sendo que esse intervalo deve ser menor, se você tem fatores de risco importantes (obesidade, tabagismo, diabetes, por exemplo).

É preciso ter consciência que a hipertensão é uma doença silenciosa e que não apresenta sintomas na maioria das vezes. Estes surgem somente em casos mais graves, ou casos de elevação abrupta da pressão, onde o sintoma mais comum é o relato da cefaleia.

E, se a pressão não for controlada, ela favorece os dois processos das artérias ditos anteriormente: a arteriosclerose e aterosclerose. E em longo prazo, se torna um importante causador de lesões em outros órgãos, e também doenças, que podem ser irreversíveis, como insuficiência renal, retinopatia (que causa lesão visual), diversos graus de insuficiência cardíaca, além de doenças que quando não fatais, podem trazer sequelas definitivas, como infarto, AVC (acidente vascular cerebral), etc.

Fonte: www.hermespardini.com.br

OMS diz que Zika está em queda no Brasil mas, pode crescer no mundo.

Fonte: g1.com.br

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira (25) que a epidemia de zika está claramente em regressão no Brasil. A entidade acredita, no entanto, que o número de casos de pessoas afetadas pelo vírus pode aumentar “significativamente” nos próximos meses no mundo.
A queda nos registros no Brasil está provavelmente relacionada com o fim do verão, de acordo com a France Presse. “A epidemia está em uma fase descendente no Brasil”, afirmou Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS, em coletiva de imprensa em Paris. “O mesmo acontece na Colômbia e Cabo Verde”, acrescentou.

No entanto, observou que é impossível no momento saber se haverá uma reativação do vírus no futuro e uma propagação para outras zonas ainda não infectadas. No Brasil, foram registrados 1,5 milhão de casos de zika e o vírus se estendeu a muitos países da América Latina.
Com o início na Europa da temporada dos mosquitos, “a possibilidade de uma transmissão local combinada com prováveis transmissões por via sexual poderia provocar um aumento significativo do número de pessoas afetadas pelo zika e das complicações que isto representa”, afirmou Marie-Paule. No entanto, os cientistas não esperam uma pandemia na Europa este ano.

“Na medida em que as temperaturas começam a aumentar na Europa (com a aproximação do verão no hemisfério norte), duas espécies de mosquitos Aedes, conhecidas por transmitir o vírus, vão começar a circular”, disse Kieny. “O mosquito não tem fronteiras”, completou.

Aedes aegypti, mosquito transmissor de zika, dengue, chikungunya e febre amarela, é visto sobre pele humana em laboratório (Foto: Luis Robayo/AFP)

Aedes aegypti, mosquito transmissor de zika, dengue, chikungunya e febre amarela, é visto sobre pele humana em laboratório (Foto: Luis Robayo/AFP)

De três a quatro milhões de casos de zika são esperados no continente americano. Por enquanto, apenas alguns casos foram relatados na França e em seis países europeus.
No entanto, um aumento significativo no número de casos poderia ser observado em áreas do mundo ainda não atingidas pela epidemia, advertiu a OMS.
Mais de 600 cientistas participam nesta segunda e terça-feira (26) de um colóquio internacional sobre o vírus da zika, no Instituto Pasteur de Paris.

Os cientistas tentam determinar quanto tempo o vírus pode permanecer no corpo humano, o grau de risco de transmissão por via sexual e a lista completa de doenças que pode causar.

Também devem falar sobre o vínculo do vírus com a microcefalia, uma patologia que provoca danos cerebrais graves nos recém-nascidos, e com a síndrome Guillain-Barré, que pode provocar paralisia e morte.

A OMS já declarou esta doença uma “emergência de saúde pública de alcance internacional”.

O vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, provoca muitos problemas na América Latina desde 2014, mas também preocupa a Europa, apesar da maioria dos casos da doença ser considerada leve.

Segundo o Instituto Pasteur, 1,5 milhão de casos foram contabilizados no Brasil, principal foco da epidemia. De três a quatro milhões de casos estão previstos para o continente americano.

Síndrome de Down

Normalmente, cada célula somática humana contém 23 pares de cromossomos. Um cromossomo de cada par é originário do pai e o outro, da mãe. Indivíduos com síndrome de Down (SD) apresentam 47 cromossomos em suas células, ao invés de 46. Eles possuem uma cópia extra (completa ou parcial) do cromossomo 21 (trissomia 21)

 Características

As pessoas com SD apresentam um amplo espectro de sintomas clínicos, que resultam de problemas cognitivos, físicos e fisiológicos, atribuídos à perda do equilíbrio genético ou a uma dose excessiva dos genes localizados no cromossomo 21. As diversas características clínicas podem variar em severidade ou expressividade. Tipicamente, uma criança com síndrome de Down irá apresentar um perfil facial “achatado”, fissuras palpebrais inclinadas para cima, orelhas menores e displásicas, língua protusa, hipotonia muscular, baixa estatura e alterações no formato das extremidades superiores e inferiores.

Pacientes com síndrome de Down geralmente apresentam malformações congênitas cardíacas e gastrointestinais, perda auditiva significativa, além de uma incidência aumentada de casos de leucemia. Além disso, estas pessoas desenvolvem marcadores neuropatológicos da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce em relação a indivíduos sem trissomia 21. A causa deste fenômeno parece ser devida à presença de presença de uma maior dose do gene APP (que codifica para a proteína precursora amiloide), localizado no cromossomo 21.

No entanto, a principal característica da síndrome de Down é a deficiência intelectual ou dano cognitivo, com comprometimento da aquisição da linguagem e da expansão do conjunto de habilidades cognitivas. Sem estas ferramentas adequadas, indivíduos com SD são prejudicados em aspectos importantes de suas funções adaptativas e participação na sociedade.Trissomia-21

Causas

Cerca de 90-95% dos indivíduos com trissomia 21 apresentam 3 cópias do cromossomo 21. Em aproximadamente 5% dos pacientes, ocorre uma translocação envolvendo o cromossomo 21. E, em 2-4% dos casos, há um mosaicismo reconhecível para uma linhagem celular trissômica e outra normal, ou seja, a cópia extra do cromossomo 21 está presente em algumas células do indivíduo. Em geral, indivíduos com mosaicismo que apresentam uma maior porcentagem de células com trissomia 21 tendem a apresentar mais sintomas clínicos associados à síndrome de Down do que aqueles com menor proporção de células trissômicas.

Prognóstico

A taxa de sobrevivência de pacientes com síndrome de Down tem apresentado um aumento considerável nas últimas décadas, com uma expectativa média de vida de aproximadamente 60 anos. Pessoas com trissomia 21 em mosaico apresentam uma menor taxa de mortalidade quando comparadas àquelas com trissomia 21 padrão ou com translocações Robertsonianas.

Frequência e riscos

A SD ocorre a uma frequência média de 1/700 – 1/800 nascidos vivos. No entanto, o risco de uma pessoa ter um filho com trissomia do cromossomo 21 aumenta de acordo com a idade materna. Uma mulher que tem um filho com SD apresenta uma chance de aproximadamente 1/100 de ter outra criança com esta condição.

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Diagnóstico

Recentemente, avanços nas metodologias de triagem pré-natal e testes diagnósticos têm auxiliado na detecção precoce e gerenciamento adequado de fetos com síndrome de Down. Exames de triagem pré-natal indicam a probabilidade de uma mãe ter um bebê com SD, enquanto que testes diagnósticos identificam se o bebê apresenta esta condição. Caso os resultados da triagem pré-natal indiquem um alto risco de o bebê ser afetado pela SD, a realização de testes diagnósticos deve ser considerada.

Tratamento

Programas especiais direcionados a pacientes com síndrome de Down estimulam o desenvolvimento de suas habilidades cognitivas e motoras. A intervenção precoce pode fazer grande diferença na qualidade de vida de crianças com SD.

REFERÊNCIAS

Papavassiliou P, Charalsawadi C, Rafferty K, Jackson-Cook C. Mosaicism for trisomy 21: a review. Am J Med Genet A. 2015; 167A (1): 26-39.

Roper RJ, Reeves RH. Understanding the Basis for Down Syndrome Phenotypes. Plos Genetics 2006; 2 (3): 0231-0236.

Fernandez F, Reeves RH. Assessing Cognitive Improvement in People with Down Syndrome: Important Considerations for Drug-Efficacy Trials. In: Kantak KM, Wettstein JG. Handbook of Experimental Pharmacology 228: 335-380. Springer International Publishing, 2015.

Fonte:http: //marcelmachado.com.br/2016/03/28/s-down/

Meningites exigem diagnóstico e tratamento rápidos

A meningite é uma doença que atinge o sistema nervoso central em decorrência da inflamação do tecido cerebral e medula espinhal, sendo causada principalmente por infecção bacteriana ou viral

A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Esta inflamação pode ocorrer por lesão física, uso de certos medicamentos ou, neoplasias, mas em geral ocorre por infecção bacteriana, viral, fúngica ou parasitária.

A doença pode acometer pessoas de qualquer idade, porém a atenção está voltada para crianças menores de cinco de idade e idosos.

Há uma preocupação maior associada à meningite bacteriana causada pela Neisseria meningitidis, pois esta bactéria é altamente contagiosa e pode levar à morte. Em alguns casos, quando a meningite bacteriana é diagnosticada tardiamente, ela pode deixar sequelas severas.

A incidência da meningite bacteriana é maior em países em desenvolvimento e principalmente em regiões mais populosas, devido à precariedade das condições de serviços de saúde.

Tipos de meningite

A meningite bacteriana é causada principalmente pelas bactérias Neisseria meningitidis, Streptpcoccus pneumoniae e Haemophilus influenzae.

Outros tipos de bactérias também podem causar a doença como, por exemplo, estreptococos do grupo B, bacilos gram-negativos, Listeria mocytogenes e Staphylococcus aureus.

Já a meningite viral apresenta menor gravidade quando comparada a bacteriana e as pessoas infectadas normalmente evoluem à cura em 5 a 10 dias. Os vírus mais comuns que causam este tipo de meningite são do gênero Enteroviridae, mas outros como o herpes simples, caxumba e arbovírus também podem causar a doença, porém com menor frequência.

A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a meningite ( Foto: Divulgação )

A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a meningite ( Foto: Divulgação )

Transmissão

A transmissão da meningite bacteriana ocorre na maioria dos casos pelo contato direto com secreções de pessoas infectadas, como por exemplo, secreções nasais, gotículas expelidas ao tossir ou espirrar e até mesmo pelo beijo. Também é possível o contágio ao dividir talheres e copos com pessoas doentes, e outros objetos de usos pessoais.

Além da contaminação pelo contato com pessoas infectadas, a meningite viral pode ser ocasionada ainda quando o indivíduo apresenta uma infecção que se multiplica na corrente sanguínea e atinge o sistema nervoso central.

Sintomas

A gravidade e o tratamento das meningites diferem, mas para que o paciente não apresente sequelas e risco de vida, é extremamente importante o reconhecimento dos sintomas e diagnóstico para o tratamento precoce da doença.

Os principais sintomas da meningite bacteriana são dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, vômitos, baixa tolerância à luz (fotofobia), febre alta e manchas na pele semelhantes à picada de mosquito (petéquias).

No caso da meningite viral, os sintomas em geral são dores no corpo, mal-estar, febre, fraqueza e náuseas que desaparecem em até 10 dias. Assim como na meningite bacteriana, a rigidez da nuca também é um dos sinais clássicos.

Diagnóstico

O diagnóstico da meningite é feito com base nos sinais clinicos do paciente e confirmado laboratorialmente.

O diagnóstico laboratorial consiste na obtenção de uma amostra de líquido cefalorraquidiano, extraído por punção lombar. Posteriormente é realizada a contagem e diferenciação de células, assim como a identificação da bactéria quando presente.

Na meningite viral, há um aumento do número de glóbulos brancos (leucócitos), principalmente linfócitos e monócitos. No caso da meningite bacteriana, também há disponível a prova rápida de látex que permite a detecção de diferentes tipos de bactérias na amostra do paciente.

Importante ressaltar que, estes procedimentos só podem ser realizados por especialistas. Os laboratórios de urgência em hospitais tanto da rede pública e privada devem contar com profissionais qualificados para fazer as análises.

Tratamento e prevenção

Os pacientes com meningites bacterianas devem ser diagnosticados e tratados o mais rápido possível, e de preferência em ambiente hospitalar e com o uso de antibióticos apropriado para o tipo de bactéria responsável pela infecção.

Já os indivíduos com meningite viral necessitam somente de repouso na maioria dos casos e medicamentos para melhorar a dor, vômitos e outros sintomas secundários.

Pacientes com qualquer tipo de meningite devem ficar isolados no início dos sintomas para evitar a contaminação de outras pessoas, interrompendo assim o ciclo de disseminação da doença.

Ao conviver com um paciente em tratamento é importante ter alguns cuidados como evitar contato direto e dividir objetos de usos pessoais, assim como talheres e copos.

Para a prevenção dos surtos de meningite é importante que o diagnóstico seja realizado o mais rápido possível, e que os pacientes sejam isolados e recebam tratamento adequado. Ao visitar algum região onde a doença é presente, evite lugares fechados e pouco ventilado.

A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a meningite, indicada principalmente para crianças, adolescentes, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Algumas delas fazem parte do calendário básico de vacinação, como a vacina contra o Haemophilus influenzae do tipo B. Também há outros tipos de vacinas disponíveis na rede privada e de eficácia comprovada.

Bons hábitos de higiene, evitar lugares fechados e com aglomerações de pessoas também auxiliam na prevenção à doença.

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Fonte: http://www.gazetasp.com.br/marcel-machado/11874-meningites-exigem-diagnostico-e-tratamento-rapido


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