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A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa

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10 de fevereiro de 2016 | Por: Lab Hormon

A coqueluche é uma doença respiratória transmitida pela bactéria Bordetella pertussis, sendo que crianças com pouco meses de idade apresentam maior susceptibilidade de desenvolver formas graves da doença

No Brasil, embora o índice de mortalidade por coqueluche tenha sido reduzido drasticamente após a inclusão da vacina no calendário anual de imunização desde 1973, a doença persiste e continua causando sérios problemas à saúde principalmente em crianças menores de um ano de idade. Pode também acometer todas as faixas etárias, sendo considerada altamente contagiosa.

Transmissão

A transmissão ocorre por meio de gotículas de salivas que são expelidas pela tosse da pessoa contaminada a um indivíduo susceptível. O contágio também pode ocorrer através de partículas contaminadas liberadas pelo espirro de pessoas doentes.

Sintomas e Manifestações

As manifestações da coqueluche podem ser divididas em três “etapas”:

Na primeira fase ocorrem manifestações respiratórias leves caracterizadas por febre, tosse seca, mal-estar, coriza, olhos lacrimejando e corrimento nasal.

Na segunda, os períodos de tosses são de maior intensidade aumentando gradualmente, seguido de um esforço inspiratório.  Também podem ocorrer episódios com vômitos ao final do período de tosse.

Já na última fase, conhecida também como aguda, os pacientes apresentam dificuldades de respiração, vômitos e desidratação. Podendo também avançar para outros quadros infecciosos como a pneumonia e complicações do sistema nervoso.

Diagnóstico

O diagnóstico em fase inicial é complicado, devido aos sintomas parecerem com outras doenças respiratórias.

A suspeita sempre deve ocorrer nos casos em que pessoas apresentem tosse seca há pelo menos duas semanas, sem causa aparente e independente de idade ou imunização prévia (vacina).

Também podem ser solicitados exame laboratoriais como radiografia do tórax e sorologia para identificação de anticorpos IgG e IgM contra Bordetella pertussis.

Tratamento

Em geral, o tratamento é realizado com o uso de antibióticos (por exemplo, eritromicina) que são mais eficientes quando administrados na fase inicial da doença.  Crianças dependendo da idade podem necessitar de hospitalização, uma vez que a coqueluche pode causar sérios danos à saúde.

Adultos geralmente seguem o tratamento em casa. Para os casos onde há dificuldade de ingestão de alimentos devido aos episódios de vômitos é necessário um maior cuidado para evitar uma desidratação severa.

Prevenção    

A vacinação ainda é a melhor prevenção contra a coqueluche, porém não é 100% eficaz.  No entanto, indivíduos vacinados que contraem a coqueluche desenvolvem uma forma mais branda da doença. Pessoas que apresentam tosse seca e severa por mais de uma semana, devem evitar o contato direto com outras pessoas principalmente em ambiente familiar especialmente com crianças, até que tenha um diagnóstico.

A vacinação ainda é a melhor prevenção contra a coqueluche (Foto: Thiago Neme/GSP)

A vacinação ainda é a melhor prevenção contra a coqueluche (Foto: Thiago Neme/GSP)

Vacina

A vacina para imunização contra a bactéria Bordetella pertussis é conhecida como vacina tríplice bacteriana (DTP), pois ela está combinada também com as vacinas do tétano e difteria.  A DTP pode ainda ser combinada a outras substâncias (exemplo: tetra, penta, hexa).

Ela deve ser aplicada aos dois, quatro e seis meses de idade e as doses de reforço devem ser ministradas aos 15 meses e aos 5 anos.

O último reforço mantém a imunidade por cerca de dez anos. Entretanto, após este período a imunidade cai, deixando os adolescentes e adultos susceptíveis, fazendo-se necessário reforço com a vacina do tipo adulto.

Gestantes também podem tomar a vacina no primeiro trimestre da gravidez, para prevenir o futuro bebê de desenvolver a coqueluche. Assim, passando a imunidade ao recém-nascido.

 

FONTE: http://www.gazetasp.com.br/marcel-machado/9055-a-coqueluche-e-uma-doenca-respiratoria-altamente-contagiosa

 

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

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