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Como prevenir o câncer de pele neste verão

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08 de janeiro de 2016 | Por: Lab Hormon

O câncer de pele é o tumor de maior incidência na população global, sendo ocasionado pelo crescimento desordenado de células na pele e tendo como um dos maiores fatores de risco a exposição solar sem proteção

O câncer de pele representa mais da metade dos diagnósticos de câncer. Em 2016, são estimados 181.430 novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Há dois tipos de câncer de pele, os não-melanoma, geralmente das células basais (carcinoma basocelular – CBC) ou das escamosas (carcinoma espinocelular – CEC) e os melanomas, que têm origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina.

Aproximadamente 80% dos cânceres de pele não -melanoma são do tipo carcinoma basocelular e 20% são carcinoma espinocelular. Já o melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas sua taxa está aumentando no mundo inteiro.

Descoberto em seus estágios iniciais, o melanoma é quase sempre curável. Porém, se diagnosticado tardiamente, tende a se espalhar para outras partes do corpo em um processo chamado metástase. Apesar de ser mais raro que os carcinomas basocelular e espinocelular, é uma doença bem mais grave.

Na maioria das vezes, melanomas aparecem em pessoas de pele clara, no tronco dos homens, ou, em membros inferiores nas mulheres, mas podem surgir em outras partes do corpo. Apesar de mais comuns em pessoas de pele clara, pessoas de etnia negra e descendentes não estão livres da doença.

Sinais e sintomas

Os sintomas se tornam graves e visíveis quando a doença já está em estágio avançado, sendo que na fase inicial é de difícil percepção. Vale destacar que, é importante estar atento aos sinais comuns como machas na pele, pintas de cor escura que mudam de tamanho e formato ao longo do tempo, feridas na pele que não cicatrizam, machas que apresentam sangramento e/ou erupções e novas pintas.

O câncer de pele é o tumor de maior incidência na população global (Foto: Carlos Severo)

O câncer de pele é o tumor de maior incidência na população global (Foto: Carlos Severo)

Diagnóstico do câncer de pele

A auto avaliação periódica do corpo ajuda a identificar problemas de saúde precocemente. Não diferente, no caso do câncer de pele é importante notar se há imperfeições ou alterações na pele, assim como consultar um dermatologista periodicamente.

O diagnóstico médico é baseado na avaliação clínica do paciente e solicitação de exames, sendo a biópsia do tecido suspeito um dos mais importantes.

Tratamento

O diagnóstico precoce é a chave do tratamento e cura do câncer de pele. A escolha do tratamento está ligada principalmente ao tamanho, localização e tipo de câncer de pele desenvolvido.

Há muitas opções terapêuticas para pessoas com câncer de pele dos tipos melanoma ou não-melanoma mas a escolha do tratamento depende da idade, saúde geral do paciente, estágio do câncer e se ele se espalhou do local original. Cirurgias simples, que removem o tumor, costumam curar completamente os carcinomas basocelulares e os espinocelulares e também são indicadas em casos de melanoma. Não é muito comum recorrer à radioterapia, a não ser em tumores localizados em zonas de difícil acesso como orelha e nariz ou em casos nos quais houve o reaparecimento do tumor após cirurgia.  A quimioterapia é indicada geralmente em casos de melanoma após remoção do tumor maligno com cirurgia, pois este tipo de câncer apresenta grande velocidade de crescimento, afetando facilmente outros tecidos.

Pintas de cor escura que mudam de tamanho e formato ao longo do tempo (Foto: Divulgação)

Pintas de cor escura que mudam de tamanho e formato ao longo do tempo (Foto: Divulgação)

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver câncer de pele, entre os mais comuns estão cor de pele clara, antecedentes familiares, bronzeamentos artificiais, olhos claros (verde ou azul), cabelos loiros ou ruivos, episódios anteriores de queimaduras solares, albinismo, exposição ao sol devido a trabalho ao ar livre, assim como exposição prolongada a raios X e outras substâncias como o arsênico.

Afro-descendentes podem apresentar menor risco de desenvolver câncer de pele, pois produzem mais eumelanina, um tipo de melanina que absorve e dispersa a luz ultravioleta, atenuando assim sua penetração na pele e reduzindo os efeitos nocivos do sol.

Prevenção

Para prevenir o câncer de pele é fundamental o uso de protetor solar com fator (FPS) de no mínimo 15 e uso óculos de sol com proteção UVA e UVB. Em dias muito quentes, se possível usar roupas que protejam braços e pernas, assim como o uso de chapéu também é recomendado. Evitar tomar sol no horário entre 10:00 e 15:00 e principalmente ao meio dia.

Importante ressaltar que, a exposição excessiva da pele ao sol, além de ser um risco para o desenvolvimento do câncer, causa envelhecimento precoce da pele. Para manter uma pele saudável e protegida é recomendável o uso de hidrantes além do consumo de 2 a 3 litros de água por dia.

Proteção para as crianças

As queimaduras solares em crianças podem aumentar a chance de desenvolver câncer de pele em idade adulta. Assim, é muito importante atenção aos cuidados como exposição a raios UV, e não somente quando estão na praia ou piscina

Ao brincar na rua, ou em qualquer situação ao ar livre, usar sempre protetores, óculos de sol e chapéus.

Na praia ou na piscina itens como guarda-sol e até mesmo uso de roupas podem auxiliar na proteção. Use sempre protetores resistente à água e faça a reaplicação sempre que possível.

Protetor solar

Os protetores solares (ou fotoprotetores) são produtos capazes de prevenir os males provocados pela exposição solar, como o câncer da pele, o envelhecimento precoce e queimaduras. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o fotoprotetor ideal deve oferecer boa proteção contra a radiação UVA e UVB, não irritar a pele, ser resistente à água e não manchar a roupa. Vale ressaltar que, tão importante quanto escolher o produto certo é usá-lo corretamente. É necessário aplicar uma boa quantidade do produto, uniformemente, de modo a não deixar nenhuma área desprotegida. O filtro solar deve ser usado todos os dias, mesmo quando o tempo estiver frio ou nublado, pois a radiação UV também está presente nesses dias.

Fonte (s): OMS, CDC, NIH, INCA

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

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