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Doença celíaca: entenda a intolerância ao Glúten

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13 de novembro de 2015 | Por: Lab Hormon

O glúten é uma proteína presente na cevada, centeio, aveia e trigo que em crianças e adultos geneticamente predispostos causa uma intolerância conhecida como doença celíaca

A causa da intolerância ao glúten ainda não é conhecida, mas o diagnóstico da doença já foi relacionado em alguns estudos com a presença de outras enfermidades como a síndrome de Down, síndrome de Williams, problemas na tireoide, diabetes, doenças hepáticas, intolerância à lactose e deficiência de IgA.

A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a predisposição à doença. Sendo assim, quando é diagnosticada a intolerância ao glúten em um dos membros da família, é imprescindível que seja realizado o exame nos demais familiares, como: irmãos, pais e avós.

Para melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença celíaca é importante um diagnóstico precoce, evitando também complicações futuras devido à presença de sintomas persistentes e não tratados que podem causar sérios problemas à saúde.

A doença celíaca não tem cura, sendo que o diagnóstico e o tratamento com uma dieta isenta de glúten são as formas de combater as complicações que podem aparecer.

Sintomas

A doença leva à alterações na parede do intestino delgado prejudicando a absorção dos alimentos. De acordo como os dados atuais, estima-se que 1% da população é acometida pela doença celíaca, porém somente de 10 – 15% são diagnosticadas. Os principais indícios são a diarreia, anemia, perda de peso, fadiga, náuseas, enxaqueca, atraso no desenvolvimento, problemas de pele e alterações de comportamento.

Em crianças os sinais aparecem dependo do momento em que o glúten foi introduzido na dieta, mas em algumas se manifestam anos após a ingestão de glúten sem apresentar nenhum problema. Entre os mais comuns, podemos citar a falta de apetite, diarreia crônica, dor abdominal, vômitos e apatia. Esses sintomas em geral levam a um quadro clínico de desnutrição, anemia ferropriva, atraso no desenvolvimento e hipotrofia muscular.

Adolescentes podem apresentar além de anemia, diarreia, dor abdominal, dor de cabeça e outras manifestações como baixa estatura, atraso puberal, artrose, atraso na menarca (primeira menstruação) e hepatites.

Em adultos os sintomas variam, mas em geral estão relacionados à má absorção dos alimentos causando diarreia, alterações de comportamento, depressão, perda de peso, anemia, osteoporose, atrites, e problemas mais graves com o decorrer dos anos como ataxias, neuropatias e até mesmo epilepsias e câncer do aparelho digestivo.

A grande maioria dos indivíduos com doença celíaca por não apresentarem sintomas ficam sem diagnóstico.

Diagnóstico

Com o avanço tecnológico no campo da medicina nos últimos anos, o diagnóstico laboratorial da doença celíaca tem permitido a confirmação de um maior número de casos.

Quando há suspeita da doença celíaca, o diagnóstico é estabelecido pela dosagem em sangue dos anticorpos anti-transglutaminase tissular, anticorpos anti-gliadina e anti-endomisio. A dosagem do anticorpo anti-transglutaminase é importante tanto no diagnóstico, como na monitorização terapêutica. A biopsia intestinal é usada para a confirmação dos casos onde os resultados de sangue são positivos. Uma avaliação médica detalhada é essencial para um diagnóstico correto.

Atualmente, também é muito empregado o exame de genética para determinar a predisposição à doença com a solicitação dos exames HLA-DQ2/DQ8, sendo que aproximadamente 90% dos pacientes com doença celíaca são DQ2 positivos. Os exames de genética se apresentam positivos em todas as formas da doença, até mesmo em pacientes assintomáticos que não apresentam biopsia compatível e sorologia (anticorpos) negativa.

Alimentos que contêm glúten

Pão, bolacha, torrada, biscoito, leites achocolatados, massas, bolos, cerveja, whisky, vodka, pizza, salgadinhos, gérmen de trigo, queijos, maionese, ketchup, salsicha, doces, cerais matinais, barras de cereais, molhos brancos e de soja, ovomaltine, farinha e alguns xaropes e medicamentos. Assim como, qualquer produto elaborado com os seguintes cereais: trigo, centeio, aveia, cevada e malte.

Não existem motivos que justifiquem iniciar dieta isenta de glúten sem realizar a biopsia e confirmação da doença celíaca, segundo a Associação dos Celíacos do Brasil (ACELBRA).

Ao ter o diagnóstico confirmado, o médico indicará ao paciente a dieta a ser seguida, estabelecendo quais são os alimentos que podem ser consumidos e eliminados da dieta diária.

De acordo com a legislação vigente, fica determinado que todas as empresas que produzam alimentos com glúten indiquem na embalagem a informação de “contém glúten” no rótulo dos produtos.

Fonte: http://www.gazetasp.com.br/marcel-machado/5757-doenca-celiaca-entenda-a-intolerancia-ao-gluten

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