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Influenza A/H1N1

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04 de maio de 2016 | Por: Lab Hormon

O vírus H1N1 foi o responsável pela pandemia mundial de 2009, e é altamente contagioso e traz risco de complicações que podem levar a morte

A gripe por influenza A (subtipo H1N1) é uma doença respiratória e contagiosa, cuja transmissão ocorre principalmente por aerossóis que são geralmente expelidos por indivíduos doentes ao tossir ou espirrar. O contato com superfícies contaminadas por secreções respiratórias de pessoas infectadas também pode transmitir a doença.

O vírus H1N1 aparece sazonalmente entre os humanos. Ainda que este vírus esteja presente em suínos, a contaminação não ocorre pela ingestão de carne de porco e derivados.

A população precisa ficar atenta aos sintomas, principalmente as pessoas dos grupos de risco, visto que complicações graves podem ocorrer principalmente em pessoas imunocomprometidas, crianças com menos de 2 anos de idade, adultos acima de 60 anos e gestantes.

De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, até o dia 9 de abril deste ano, foram registrados 1.012 casos de síndrome respiratória aguda grave provocados pela influenza A (H1N1).

Em duas semanas o número de óbitos mais que dobrou, passando de 71, até 26 de março, para 153 casos. Com relação ao número de óbitos por região, São Paulo segue no topo da lista, com 91 registros, seguido por Santa Catarina (10) e Goiás (9).

A vacinação é a melhor forma de se prevenir contra a influenza A (Foto: Osnei Restio/Pref. de Nova Odessa)

A vacinação é a melhor forma de se prevenir contra a influenza A (Foto: Osnei Restio/Pref. de Nova Odessa)

Sintomas

A manifestação clínica da gripe H1N1 é semelhante ao da gripe normal, incluindo tosse, febre, dor de garganta e cabeça, cansaço, dor muscular e fadiga. Entretanto, um dos principais sintomas da H1N1 é a febre alta e repentina.

A infecção também pode ser assintomática e passar despercebida ou até mesmo ser confundida como um resfriado normal. A principal complicação da gripe H1N1 é decorrente de crises de insuficiência respiratória, que pode levar o paciente a óbito quando não diagnosticada e tratada em caráter de urgência.

Diagnóstico

A técnica de diagnóstico preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para confirmação laboratorial do Influenza A(H1N1) é a RT-PCR e são analisadas amostras de secreções respiratórias.

Como é o tratamento do H1N1?

O tratamento consiste em uma boa hidratação, repouso e uso de medicamento antiviral específico.

Idosos, crianças, gestantes, portadores de doenças crônicas como o diabetes e insuficiência renal, transplantados, soropositivos e doentes com câncer em tratamento com quimioterapia costumam desenvolver complicações graves quando contraem gripes e, por isso, precisam tomar o antiviral.

Um dos antivirais utilizado no tratamento é o Oseltamivir (mais conhecido pela marca Tamiflu), distribuído pela rede pública para hospitais e unidades básicas de saúde.

Para que a eficácia do medicamento seja maior, é importante que o paciente consiga tomar a medicação nas primeiras 48 horas do início dos sintomas..

Prevenção

Pacientes diagnosticados com H1N1 devem permanecer em casa e evitar locais e contato próximo com outras pessoas.

Outros tipos de cuidados também auxiliam na prevenção, como lavar bem as mãos depois de tossir e espirrar e evitar tocar olhos, nariz e boca.

Vale ressaltar que, a orientação das crianças para que adotem estes costumes é de extrema importância para evitar não só a gripe H1N1 mas diferentes tipos de doenças já que é desta forma que ocorre a disseminação de muitos microorganismos.

Ademais, a vacinação é a melhor forma de se prevenir contra a influenza A, e seguindo a recomendação do Ministério da Saúde está disponível na rede pública gratuitamente para os grupos abaixo:

Idade igual ou superior a 60 anos;

Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade;

Gestantes;

Puérperas;

População indígena;

Funcionários e população carcerária;

Portadores de doenças crônicas;

Trabalhadores da área da saúde.

A vacina administrada é a trivalente, que protege contra os vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.

Curiosidade

Uma pandemia ocorre quando uma doença infecciosa atinge grande parte de uma população de uma determinada região (cidade, estado, país) podendo ter até mesmo um alcance global. Os principais exemplos de doenças pandêmicas foram a peste negra na Europa no século XIV e a gripe espanhola entre os anos de 1918 e 1919, ambos casos levaram a contaminação e óbito de um enorme número de pessoas.

 

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

Marcel Alex Machado, biomédico e colunista do Jornal Gazeta de São Paulo

http://marcelmachado.com.br/2016/04/28/influenza-h1n1/

 

 

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